quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Para onde vai o seu coração?

(Ás vezes tudo parece tão confuso. Um amontoado de dúvidas. Difícil separar, distinguir, enxergar....o que queremos, o que precisamos, o que sonhamos, o que somos e o que querem que sejamos. De que lado estamos?

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Carece de lembrar quem é você.)


 PARA ONDE VAI O SEU CORAÇÃO?

Olhar pras coisas. Perceber seus tonos. Suas cores...
Olhar pras pessoas. Abraçá-las. Chamá-las de amigas.
Ficar em silêncio sozinha.

Estamos sozinhos.
Sempre sozinhos.
Ás vezes nos estendem a mão, outras o pé e tropeçamos e caímos.

Estamos sozinhos e são tantos os caminhos.
Tantas direções, setas, placas de sinalização.
São tantas as encruzilhadas.
São tantos os muros.

Andar em cima do muro com equilíbrio.
Andar na linha reta do muro, nas pontas dos pés.

O que quero?
Pra onde vou?

Ando sozinha.
Carrego no coração o peso dos desejos e a leveza de sentir que tenho amor de sobra aqui dentro.

Ando devagar e ninguém me derruba.
Sei ir, mas também sei voltar.

Sei que direita e esquerda EXISTEM SIM.

Olho para os dois lados antes de atravessar as ruas.
Espero a minha vez. Ela chegará.

Na encruzilhada eu passo e sei passar. Não paro. Constato, olho e vejo além, mas minha cabeça nunca está totalmente erguida, como seu eu precisasse olhar pra dentro para poder olhar pra fora. Como se os olhos não bastassem para enxergar esperanças.

Um pé depois do outro. Que bom é andar!

Sei que os meus passos já mancharam muitos caminhos e não foram poucas vezes que redemoinhos me engoliram. Mas também já vi flores contornando minha estrada, vagalumes, estrelas guias, passarinhos anunciando "por ali não!". Intuição, querida companheira.

Sinto atrás de mim um turbilhão. Muitos ontens ainda não terminaram. Por mais que eu dobre, vire, suba e desça parece que é só uma continuação do mesmo caminho que a tanto tempo comecei.

Caminho pelo caminho e meu corpo e alma vem juntos.
Ninguém me persegue, nem me segue. Canto uma canção.

A lua brilha lá em cima enquanto meus pés pisam o chão e os meus pensamentos voam...mas também fazem um cordão.
Cordão cheio de sins que mereciam tantos nãos.
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Andar com o coração na mão, segurando uma oração.

Que eu saiba correr quando necessário for.
Que eu saiba dançar quando o vento soprar e chover.
Que eu saiba cair, levantar, girar...
Que eu saiba a hora de voltar.

Que eu não me esqueça do caminho de casa, de onde eu vim, quem eu sou.

Amém! 




                                                                                                                                                                                      Outra Carol