quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pano-Cru




Nos últimos dias tenho refletido muito sobre as pessoas pano-cru. Não sei se é uma onda de panocruzisse que invadiu o planeta terra ou se sou eu quem tem atraído esse tipo de gente, mas tenho percebido um número cada vez maior de pessoas que baseiam suas atitudes em deixar a vida alheia miserável.

Para os pano-crus, facilitar a vida dos outros é algo incogitável. Tão incogitável que eu desconfio que esse surto panocruzístico não seja coincidência. Eu acho que eles mantém um placar para ver quem consegue atrapalhar mais a harmonia do mundo. E o prêmio para o maior pontuador deve ser algo equivalente à fortuna do Bill Gates, pois nunca vi tanto esforço e adesão à causa. 

Só a luta por uma fortuna bilionária justificaria alguém optar por ser um espalha-rodas solitário e ter seu nome usado como sinônimo de atitudes babacas (atitudes essas que quase nunca têm um propósito definido). Conheço um pano-cru, por exemplo, que esconde documentos importantes no trabalho só para ver os colegas procurando. Não é sadismo, minha gente. Só pode estar rolando grana alta nessa história!

É por isso que eu vou deixar aqui um conselho: da próxima vez que alguém for pano-cru com você, não demonstre raiva ou qualquer sentimento forte. Ignore e continue sua vida. Desta forma, você não dá créditos para ele ter chances de um dia acenar ironicamente para você na rua, enquanto dirige a Lamborghini conversível que ele adquiriu com o prêmio que você o ajudou a conquistar.