terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Amorosa


No sertão nordestino, os vaqueiros usam roupas de couro grosso para se protegerem da vegetação árida e espinhosa que machuca.  Elas são imprescindíveis para enfrentar a dura rotina na caatinga.

Amorosa é o nome de uma dessas plantas contra as quais os vaqueiros se defendem. Impossível conter o riso no canto da boca quando ouvi e vi a tal planta. “Amorosa... amorosa...” Sim, como duvidar que o amor fere? Como criticar aqueles que se aproximam dele com capa protetora, afinal, já foram feridos antes?

O amor dói. O amor pode levar a loucura. Ou será o desejo? A culpa é do desejo? O amor é generoso e o problema é a paixão que deixa as pessoas obcecadas e egoístas? Dizem que o amor romântico é uma criação relativamente recente, talvez a vida fosse mais fácil sem ele. Mas também mais monótona.
Amorosa

Há poucos dias saiu uma matéria no “El país” comentando sobre um teste realizado pelo psicólogo Arthur Aron, cuja proposta era fazer dois estranhos se apaixonarem. Como? Uma série de 36 perguntas capazes de promover a intimidade entre os dois. Ao que parece, a experiência é bem-sucedida.

Será mesmo possível se programar para amar alguém? Será mesmo que a paixão é apenas uma combinação de processos bioquímicos e, portanto, manipulável?  Se for apenas isso, só não me sinto tão ridícula por todas as vezes em que "cai de amores" por alguém, porque o mundo das artes está repleto de tolos como eu...


Para quem quiser conferir: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/21/ciencia/1421856772_939357.html