quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

convite

Na última mensagem mencionei que o fato de não conseguir por semanas e meses movimentar [para sentir as correntes que prendem] foi um dos motivos do ano passado não ter sido totalmente incrível. Hoje, ano de 2015 praticamente um mês depois reafirmo e mantenho a seguinte conclusão - não movimentar-se é terminantemente prejudicial à saúde, ao cérebro e a vida. 

E para realizar qualquer movimento seja qual for e para onde é essencial o ir e vir com dinheiro, ou por acaso você acreditou na estória da liberdade [democrática]? Mas que dó meu Deus, na verdade, sinto é muita pena da ingenuidade alheia. Confesso que até tentei creditar alguma verdade nisso, mas a realidade [do não movimento na liberdade] foi mais forte.  Tanto é que de 2013 a 2014 me tornei - livre - de algumas obrigações cotidianas para me tornar - prisioneira da liberdade sem dinheiro.

Então depois de perceber que a liberdade de ir e vir não são nada sem o dinheiro só posso concluir que o ato de se movimentar é essencial para manter-se ativo e vivo. E sendo os princípios democráticos tão alinhados ao princípio de ir e vir e da liberdade só posso concluir que o ir e vir não pode ser cobrado ou se cobrado deve ser um preço tão acessível que até mesmo as pessoas que estão à margem, na total exclusão de quaisquer direito [por exemplo, uma pessoa em situação de rua] possa ter condições mínimas de acesso. Então falamos de $1 real?

 Mas são tantas vezes em que se procura um real no bolso e não se têm. Perdi a conta de quantas vezes no ano passado não pude ir a locais que queria muito por falta de dinheiro para passagem.  O ir e vir no ano passado não se tornou mais restrito porque tenho pessoas especiais na vida, por exemplo: ela um laço de amor e sangue para toda vida, ele ao conceder o vento no rosto, passeios inusitados e fora de hora e por fim elas: amigas [as de sempre e queridas] que cooperou ao disponibilizar crédito no bilhete; se não fosse com certeza teria enlouquecido por completo e sem direito à lucidez mínima, tamanha era a liberdade sem dinheiro.

 E qualquer desejo, vontade ou sonho requer um [ou vários] movimento. Por exemplo, todo início de ano existe aquele hábito de fazer a lista dos desejos a serem realizados, normalmente aliados ao futuro [como se o cotidiano não existisse]. E normalmente a lista é feita no começo do ano quando o sujeito está mega animado e acredita que naquele ano existe [como se todos os dias não tivessem] uma nova oportunidade de realizar o que não conseguiu durante toda vida.

Daí parece que muitos esperam pela fada dos desejos ou o papai dos pólos que estão derretendo para realizar suas vontades, desejos e sonhos; ou na pior das hipóteses acredita no menos provável, na chance uma entre milhões e realiza o tal bolão e fazem figas e pulinhos e pensamentos positivos para ganhar na Mega Sena que nunca antes soube de quaisquer amigo do amigo de outros amigos distantes de alguém ter ganhado o almejado prêmio. E se acaso ganhe, pronto, acredita que está resolvido todos os problemas da lista dos desejos, pelo menos aqueles que têm cifrões. Mas apenas um problema está solucionado e os problemas dos outros? Será que cada um vive numa redoma e não estou sabendo, podendo se isolar e achar que quando o seu problema está resolvido o dos outros pouco importa?

Em algum instante o movimento destes [ excluídos pela liberdade sem dinheiro] irão atingir o[s] ganhador[es], seja num plano macabro  de assassinato para tomar posse da herança ou alguma situação de violência decorrente da liberdade democrática sem dinheiro. E normalmente estes planos são formulados por parentes malignos, sabe aqueles  parentes que são íntimos do chifrudo que vivem atrás de conversinha e não tem coragem para debater o assunto cara a cara. Destes quero distância, pois só atrasam o lado para não dizer que em nada acrescentam apenas sugam energias e o restinhos de quirelas dos pobres. Mas antes pobretões assumidos do que zé polvinho  que come arroz e feijão e arrota caviar é melhor se assumir do que se achar os burgueses porque tem uma casa ou algumas, um carro ou algum dinheiro e se acha os ganhadores [fala sério pelo amor de Deus né pequenitos burgueses].

 O pior é que você não ganha nada, nem rifa de escola quem dirá na Mega Sena e infelizmente  não faz parte dos 67 premiados mundialmente [isso é burguesia o resto é apelido e conversa mole!!!] que acreditaram no poder da grande [e iluminada] ideia ou ainda na força do trabalhe [por toda vida] e conquiste o mundo. Acreditar que alguns afortunados do globo terrestre são verdadeiros ganhadores da Mega Sena é um enorme descalabro.

Mais ou menos como acreditar nas informações de alguns jornais sabe; do tipo, em toda existência nunca conheci alguém que fora entrevistado, mesmo assim é anunciado que tal informação data-alguma-coisa foi baseada em tantos e lá vai cacetada e a margem de erro é reles, portanto considere como verdade. Então será que são realizadas via internet, inclusive há uns 40/50 anos atrás, vai ver é por isso que a gente nunca sabe de alguém ou conhecido deste século e de outros que foi entrevistado. Pois é. Mas tenho que admitir um rastro de avanço ao ver a cobertura das manifestações deste ano, também pudera e o medo de ser chamado [de novo] de mídia golpista

E retirando do campo da individualidade se não isso aqui vai longe e re-passando para o coletivo considero [sem pestanejar] as Jornadas de Junho de 2013 o maior e mais importante movimento coletivo dos últimos anos. Exagero? Vaidade? Literalmente nos achando os únicos revolucionários? Não. Nada disso. Mas explico depois pode ser?

No momento não posso perder tempo, porque vou à pé buscar o Bilhete Único Mensal, ativá-lo pela internet e ler com a máxima atenção aquele contrato que assinei virtualmente e saber exatamente como funciona, por quanto tempo e quais os reais benefícios para o usuário,  depois preciso ir para outros lugares resolver questão domésticas de preferência à pé para que sobre, se bem que ao acessar a net pela Lan House não sei se vai rolar.

Pois é faço parte também dos que não conseguiram pagar a internet neste mês e portanto foi cortada mais precisamente ontem ou que pagam a fatura atrasada; enfim quem sabe sobre algum, os exatos $3,50 para lá pelas 18:30/19 horas compareça na Paulista para movimentar e ao mesmo tempo organizar o meu tempo e voltar pra casa sem gastar mais; ou seja tenho que me programar para que tudo aconteça em três horas. E caso aconteça de ir vou e digo não ao aumento, se não conseguir me comprometo para outra vez que seja no centro. 

Na lista dos desejos deste ano consta uma vontade imensa, inenarrável e indescritível de movimentar bastante, ademais e muitíssimo. Nunca é demais mencionar que para que esse movimento ocorra é obrigatório ter os famigerados $7,00 reais [para ida e volta, dependendo da distância e do tempo, se for mais longe é bem mais].

Tem sido importante ver alguns movimentos, certa apropriação dos espaços públicos mesmo que mínima, mas não se pode esquecer que para cada um é tratado de modo diferente. Não posso determinar o seu movimento talvez possa criticá-lo, mas dependendo da pessoa isso não faz diferença; também não posso exigir que se livre da inércia e aproprie-se do movimento, no máximo posso realizar algum movimento – como o que faço agora em te escrever na tentativa de fazê-lo compreender o quanto é importante e essencial, o ato.

E quando penso em movimento é automático aliá-lo ao estudo de uma forma geral [e óbvio obrigações cotidianas] sendo mais específica tenho prazer quando o movimento significa ir às aulas públicas, atos, seminários, palestras, cursos, shows [porque ninguém é de ferro] museus, teatros, parques ou simplesmente estar em qualquer canto que queira para apenas observar, contemplar, sentir, ouvir, ver e para isso preciso [minto, na verdade necessito] que o direito de ir e vir não seja aprisionado ao dinheiro, portanto que a passagem custe ZERO; se não, que ela estagne em mais quatro anos em três reais até que ocorra aquele movimento geral para unir todos na redução [para zero] da passagem e consequentemente no custo de vida.   

Ainda não compreendeu?

É uma pena, mas sou péssima em desenho, normalmente são todos fora do contexto e padrão básico e aceitável, então segue o convite [para liberdade]:
PS: A data já foi, mas a chamada é massa e o dia do ato é hoje no vão do Masp às 17 horas, bora?