domingo, 4 de janeiro de 2015

Pelas barbas de [complete a frase] !!!

Esses tempos eu cometi o primeiro - e último, ao que espero - barbacídio da minha vida. Lá fui eu, serelepe pimpão, DEPILAR MINHA BARBA COM CERA QUENTE. Ok que minha barba é dura [de crescer] e cheia [de falhas], mas é a única que eu tenho - quando fui na loja trocar tinham acabado as barbas ruivas e só sobraram as latinas e aí eu peguei essa aqui mesmo.
A barba é um dos mais "novos" ícones de masculinidade, num universo em que o homem paradoxalmente tem que ser algo de ambos os gêneros socialmente aceitos em um momento ou outro. Tem que ser macho, mas tem que ser sensível; tem que ser forte, mas tem que ser sensível; tem que ter barba, mas milimetricamente bagunçada para parecer que nasceu daquele jeitinho. Depilação a laser pros fiapos que saem da linha.

Fala sério: esse cara perde em masculinidade porque está sem barba?
É sério isso, produção?

Então. Tormund tá aí que não me deixa negar. Eta hómi que exala masculinidade em GoT. Mas eu fico pensando em como é que se processa na mente feminina - que eu particularmente acho um mistério da fé, a gente só acredita e segue com ela - o lance da barba. Até onde a moda dita a mentalidade de alguém? Quem tá girando em torno do dedo de Balzac como eu, parecendo uma bola de beisebol na mão do Magic Johnson, sabe que até um tempinho atrás os que eram bonitos eram os comerciais de Gilette caras sem barba. Aonde foi que eu perdi o fio da meada e a barba começou a ser bonita mesmo? Alguém me lembra?


Como toda pergunta lançada ao universo tem uma resposta, aparece essa imagem no Facebook e eu sou respondido. Ou não. Ter pelos ou não ter, eis a questão - no meu caso, ter a barba que posso, já que a que quero só com implante e a que mereço veio no meu DNA.

Nunca mais nessa vida eu depilo minha barba com cera quente. É ofensivo, machuca MUITO - meu bigode sangrou pra caramba - e a sensação de tirarem algo de mim foi dolorosa por semanas, até que meu cavanhaque encorpasse de novo. Me deixa.
Não vou fazer apologia a que você, leitor, se aceite como é, porque acho isso uma grande besteira. Aceite que você pode ser muitas coisas, e que algumas dela vão dar muito errado. Por isso, aceite que sem experimentar, você nunca vai saber. 
Que seus limites sejam transformados em possibilidades de transcendência.
Um abraço, seja você barbud@, lisinh@ ou depilad@. Isso é só uma parte experienciável de você. :D