terça-feira, 21 de abril de 2015

Sobre uma tarde de feriado

Escrevo nesta tarde do dia 21, uma tarde preguiçosa de abril, feriado nacional, enquanto venta lá fora.
Sim, eu sei...
Deveria ter pensado no quê escrever há tempos. A bem da verdade, lembrei que dia 21 era somente hoje.
Decididamente, o emprego que eu tinha, no qual eu era obrigado a me "entreter" com datas e afins, era muito importante em relação à memória.
Pensei em escrever sobre o dia 11 desse mês, no qual fui sorteado pela vida para mais uma vez sofrer uma terrível cólica renal, oriunda de uma infecção urinária (fruto, por sua vez, da baixa ingestão de água), falar sobre o número absurdo de pessoas que estavam na fila do pronto-socorro com suspeitas de dengue. Com muita gente saindo com caso confirmado.

Não. Deixa isso pra lá.

Na verdade, à partir de amanhã, me verei como um forasteiro em minha própria cidade.
Gosto de imaginar minha vida como um filme. Acho que é próprio dos amantes da sétima arte.
Me verei numa cidade na qual preciso urgente de um emprego para me sustentar.
Sim. Trabalho na rádio ainda. Não saí de lá.
Mas preciso de um emprego para honrar minhas contas. Com esse preço subindo a galope, o custo de vida aumentou por aqui. E aí? Como está?

Contenção de gastos, redução de custos... Nunca tive problemas com isso, na verdade. Costumo dizer que o costume é um hábito que se ganha e que se perde. Se adquire e se abandona.

Não nascemos grudados com nada. Dá pra relevar.

Só não volto para o depósito no qual trabalhei tempos atrás devido ao medo absurdo que fiquei dos assaltos. Para se ter uma ideia, em junho agora irá completar um ano desde a minha saída de lá, e nunca  mais pisei dentro daquele estabelecimento.

Mas de boa. Sei que uma hora dessas, alguma porta irá se abrir.
O por quê do termo "à partir de amanhã"?!

É que hoje é feriado. E é meu primeiro dia com 35 anos. 
Foi meu aniversário ontem. E quer queira quer não, começo a imaginar e me deparar com a realidade de que ainda há muito " conquistar na minha existência.
Se Deus me der a graça de viver 70 anos, estou na metade de minha vida. Por isso, cuidando melhor, à partir de agora, da alimentação e tudo o mais.

Comecei tarde? Pode ser.

Mas tenho fé e esperança de que tudo dará certo.

A gente mata a saudade de "Drive", com The Cars.

Aquele abraço, e até o mês que vem.