quarta-feira, 29 de abril de 2015

teoria da conspiração

Ocupo para informar duas coisas: a primeira que lugar cedido gentilmente não deve ser desprezado, nunca, jamais em situação alguma e nenhum momento; a segunda é que venho por meio desta avisar que vou ali e volto já.

Mais ou menos assim: vou agora sonhar, depois acordo às 06h20min saio no máximo às 07h: 00, e devo chegar às 14h00min, daí me organizo para estar por aqui neste horário porque no máximo às 15h00min saio de novo e devo voltar às 17h para em seguida lá por volta de 18h30min sair e chegar apenas às 23h30min ou 00h12min e sonhar.

Mas uma coisa é certa, eu volto. Ah volto viu!

Como dizem por aí: é nois que tá.


Voltei hoje 02.05.15, às 13:30 por que ontem foi dia de afazeres aqui no moquifo e do curso.


E aí todos no interior sendo mordidos por muriçocas e pernilongos, forrando o bucho com cachaça, cerveja e churrasco ou salgando o rabo na praia? Que bom, os trabalhadores merecem, algo assim ou mais. Agora, se porventura tem duros (as) por aqui arrastando pragatas pela casa sem um tostão furado e inteiro nas calças, seguimos.

No ritmo de conversa de bar, rua, viela, grupos diversos (religiosos ou não e sem preconceito) ou de buzão sabe. De forma descontraída de quem nada quer se não o que é de direito, falar do que nos interessa e contempla de fato.

Nos últimos anos e principalmente meses tem ocorrido uma série de defesas que na verdade sempre existiram, mas ultimamente com maior afinco e agressividade. Elas acontecem sempre com “violência” e desrespeito no intuito de expor opiniões, autoritárias de que o certo é como está, é o que deve ser.  E os ajustes na política e economia servem para aqueles que devem ter a devida atenção, por exemplo, o setor empresarial, que segundo os próprios são os que mais empregam e movimenta a economia no mundo.

 O interessante é perceber em qual momento desta ordem econômica nunca teve atenção e reivindicações atendidas, por que afinal, não vivíamos e não vivemos no socialismo ou comunismo e menos ainda no anarquismo. Então alguém explica, por que anda muito difícil compreender as coisas erradas de sempre, aliás, minto anda difícil aceitá-las, pois se sabe que países escolhidos para exploração de mão-de- obra hiper barata (não é o da força que se diz sindical?) e recursos naturais bem como consumidores não poderão se colocar e se assumir como potencia mundial. Entenda de vez, em mundo de explorados por poucos (lembra dos 67 premiados?) não existe espaço para que todos sejam ganhadores. 

Tanto é que outro dia, ri sozinha, lá estava com o carrinho no hipermercado relacionando o que estava em promoção para comprar e pagar no cartão de crédito quando vejo: um rosto e a frase mais ou menos assim - que os herdeiros do plano real, ou seja, a elite empresarial vai às ruas e aprende política com o senhor do neoliberalismo no Brasil. Mas alguém, por favor, esclarece mais uma coisa aqui, tanto tempo ocupando e ainda não aprendeu? Será que não sabem ou disseram que criador não controla a criatura?

Mas vá lá, existe algum erro em propagar o posicionamento de direita? Claro que não, de forma alguma mesmo que dia a dia seja o que mais escutemos na tevê, no jornal escrito e etc e tal como também não é pecado, mal ou atrevimento dizer que existe possibilidade de melhorar a vida dos trabalhadores em escala mundial.

Então, seria importantíssimo que parassem de escavar as babaquices de sempre e de séculos atrás, de que há em curso uma tomada comunista, série de conspiração  ou que ainda resta resquícios do "mal" que ainda não existiu, sendo que nenhum país foi agraciado com esta experiência na gênese e de fato.

É ridículo dizer que ainda resta país com sistema comunista e que não se pode reclamar em qualquer momento, principalmente no dia do trabalho, pior ainda ridicularizar pensamentos e ideais de esquerda.

É bom lembrar que devido ao pouquíssimo tempo, limitado tempo, pequeníssimo tempo que nos resta, graças ao capital, os planos restringem-se em aprofundar a democracia, aliá-la ao social e mostrar as contradições e impossibilidade da junção entre bem-estar social com acumulação de bens materiais para poucos. Então a partir daí conceder as reais condições para que futuras gerações, talvez os filhos de meus netos decidam qual o melhor sistema político para viver com dignidade.

Por favor, não façam de palavrões como fizeram no passado e atualmente com os comunistas, os anarquistas, os socialistas, os movimentos sociais (legítimos, vindos de classes trabalhadoras extremamente precarizadas que enfrentam a ordem econômica e política vigente quando partidos políticos não os representa em reivindicações especificas, das classes subalternas sabe) os coletivos, os militantes, os estudantes, simpatizantes e agregados da esquerda, não demonize de novo porque o tempo e mecanismos, meios e veículos de comunicação são outros, ao passo que a direita pode se auto-organizar, nós também podemos e num piscar de olhos a qualquer momento pode acontecer o 1º de maio em escala mundial, porque tudo coopera para a perda de paciência dos trabalhadores e agradecemos muitíssimo aos criadores deste sistema de merda. 

E quando a esquerda diz que é possível, não mente, não agride e ofende ninguém. Existem possibilidades reais de melhorar a vida dos trabalhadores com outro sistema que de fato é uma verdade incólume.

Daí vem sempre algum desavisado e diz: mas o partido que está no poder não é de esquerda? Pois é, uns dizem que é outros não, mas que seja o que for ainda sim, pouco consegue fazer porque o sistema não altera, em qualquer parte do planeta globalizado e ajustado para poucos na ideia do mínimo para muitos, perdura.

Lembro-me do que disse certa vez um militante que infelizmente não recordo o nome presente numa palestra da Defensoria Pública em SP “pode ter o Che como presidente ainda sim, os movimentos sociais, à esquerda teriam que lutar”. Inteligente que só, ele conseguiu alumiar as ideias, ora se o sistema é o de sempre, achar que alterar apenas o cargo de presidente resolve tudo é ingenuidade não?


Ainda sim, não se deve desprezar a posição por que garante o mínimo do mínimo e precisamos sobreviver para fazer algo acontecer. Complicado? Também acho, mas significa dizer que o atual partido, da presidenta, que vem sendo duramente criticado por todos e com razão em algumas e várias críticas, desde que assumiu o cargo político mais importante, melhorou e muito a vida dos ricos, nunca antes no país os bancos lucraram tanto, bem como empresas e demais setores.O problema é que o bem-estar empresarial tem um tempo determinado, não pode acontecer em todos anos e séculos, caso contrário não existiriam apenas 67 agraciados mundialmente.

Mas diga-se também que o partido atual melhorou, mesmo que minimamente, a vida de gente extremamente miserável, e com críticas a parte deve-se reconhecer os programas sociais e outros que permitiram acesso as condições básicas para sobrevivência de muitos desfavorecidos.

E vamos combinar que até a ala conservadora ou classe média alta, os zes polvinhos sabe? tem reivindicado os programas, por que cobrar o financiamento de cursos (caros) em universidades privadas também é uma forma de reconhecimento né?

Sendo semelhante a quem disse no meu pé do ouvido que o partido que implantou o programa minha casa minha vida, cujo acesso permitiu que os fulanos comprassem o apartamento em que moram atualmente, não presta, que ia votar no essinho. Veja aí a contradição desgraçada! E meu pai do céu, a sicraninha aqui acaba de escrever o nome do futuro príncipe da colônia de exploração de forma totalmente equivocada. E agora? Quando vou parar na forca através da segurança nacional ou fogueira através da igreja cristã-capitalista?

E não vejo problemas em assumir que o partido atual fez algo para ricos muito mais que para pobres, e deixando críticas a parte para os pobres foi na base do mínimo, mas fez algo, o mínimo que todo estado moderno e burguês permite quando algum partido que se diz de esquerda consegue chegar lá.


E sabe o que é mais engraçado?

A disseminação constante de que existe uma conspiração de esquerda para tomar o poder, para virar Venezuela, Cuba e ex-União Soviética quando na verdade não existe. Reconheço que a Venezuela tem exagerado bastante em algumas situações, mas também reconheço que é difícil trabalhar com gavião querendo te nomear de inimigo nacional. A esquerda deve perceber que hoje as armas são outras, conforme dito por Pepetela (africano, comunista e ex-guerrilheiro) quando afirma de forma categórica que é necessário acompanhar o seu tempo e quando se refere ao movimento de ações revolucionarias.

Não conspiramos, não existe plano para tomar o poder através de armas, porque quando a química e tabela periódica se fez no mundo acabaram as chances disso acontecer. A nossa base de comunicação e articulação deve ser trabalhada na frase de Drummond “Lutar com palavras parece sem frutos, não tem carne e sangue... No entanto luto” aliada à ações e movimentos aqui e acolá lutemos e falemos abertamente sobre os pensamentos de esquerda e aceita quem quer quem precisa quem não acredita mais no mínimo do mínimo e isso não é crime. E se de fato é tão insignificante e inviável assim, por que temem? Qual é o problema? Porque a defesa tão escancarada?

E olha que ainda não visualizei possibilidades para já, não vejo condições objetivas de acontecer algo com relativa grandiosidade em escala mundial para logo. Então não consigo compreender tanta exatidão em ratificar as mesmas balelas de sempre, aquelas estórias das carochinhas que não causam efeito nem na vaca e menos ainda para o boi dormir. 

E devido à preocupação enorme bem como a pressa em defender-se, posso concluir antemão que de fato nada do que dizem a respeito do final do sistema capitalista é mentira. Tiveram a coragem de fazer crises e não tem a hombridade de resolvê-las, sabendo que com a economia globalizada é impossível  acontecer crise em algum país e não reverberar noutros.

 Mas insistem em dizer que quando há fracassado em determinado globo terrestre o problema é de gestão; e olha vamos combinar é sim, a gestão dos criadores do capital, totalmente incompetentes, criam cúpulas e criam grupos dos mais poderosos e nada resolvem, a começar quando diz que determinado bloco se juntou para que volte a crescer e resolva o problema do desemprego em um país apenas. 

Trata-se de incompetência para mais de metro com tantos anos/séculos por aí, a começar pelo FMI que não projetou segundo estatísticas a crise de 2008, também por bancos e setores financeiros que recebem dinheiro público muitíssimo (e continua), mas sempre mantendo o discurso furreco com projeções fora da realidade de crescimento, de saída de alguns países da austeridade com desemprego em alta, mesmo sabendo que não existe mais espaço para crescimento desordenado de poucos com a extrema pobreza de muitos.

E, trocando em miúdos, os trabalhadores podem, tanto podem que os criadores do capital estão se defendendo a torto e direito pautados no argumento de conspiração comunista, socialista e anarquista que sequer começou.


Então, podemos, se não viver para ver acontecer, criar possibilidades para que próximas gerações decidam se querem viver sem o capitalismo ou apenas sobreviver no canto de muita dor com ele.