sexta-feira, 5 de maio de 2017

Meu querido Verbo


Você que sempre foi vilão
Digno de qualquer quadrinho
Sempre causando confusão
Proporcionando este ou aquele errinho

Você que sempre teve mil faces
Sempre clamou por atenção
Hoje atravessa uma triste fase
E chora a falta de dedicação

Meu amigo que morre pouco a pouco
Vai sofrendo bem devagar
Quando alguém precisa “escrevê”
Que necessita comigo “falá”

Derrubaram por terra o seu charme
Derrubam assim o seu encanto
Busco meios de consolar-me
Mas o vejo perdido sempre aos prantos

Rogo então para não te “perdê”
Preciso de meu passado
Perfeito, imperfeito ou mais que perfeito
Preciso do meu futuro
De hoje ou de ontem

Então não morra meu amigo
Você que tem muitos sujeitos
Fique aqui comigo
Respeitaremos esse seu jeito

Fábio Fonseca