sexta-feira, 19 de junho de 2009

Juntando os Bichos


Bom, comecei escrever o Post do blog dos 30. Por enquanto nada me ocorre que valha a pena ser dito a tão ilustre audiência. Vou até a cozinha e faço um café pra ver se alguma coisa desce do cosmos. Olho a pilha de caixotes na sala e dou um suspiro de saco cheio, coço a cabeça e sento aqui de nôvo. Começar o texto com bom é ruim mas é sempre bom, melhor que começar com não.
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Na varanda minha mulher lê um livro e pergunta, porquê o gênero humano tem que ser representado por homem. O homem evolui a partir de...etc etc. Digo que talvez por ser assim descrito na biblia, que Deus criou o homem e que dai o erro tornou-se parte das caracteristicas historicas da lingua, não me convenço muito e completo, ah, sei la, parte da mediocridade hipocrita do ser humano. Me parece uma boa conclusão pra tudo que não tenho resposta.
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Passa um pouquinho escuto de novo: – Porque que é: marido e mulher e não homem e mulher, marido e marida... e o que aconteceu com o ladys first? Ah, digo eu, mais um bom exemplo da mediocridade hipocrita do ser humano. Neste momento sinto toda a força da contradição que me impede de ter uma resposta melhor, colocando-me acima desta condição, quase que me exonerando da culpa do genero masculino, do seu descaso, macho branco sempre no poder, a mediocridade hipocrita do ser humano. Levo um café pra me absolver da culpa, silenciosa e anonimamente. Mas de fato, estou preocupado é com os caixotes. Ja mudei tantas vezes que so a idéia me da urticarias. Caregar é um porre.
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No meio da tarde pessoas e fatos entram e saem de diversos departamentos de minha cabeça. Sobem descem, fazem perguntas, marcam compromissos e datas. Todas as sub-seções estão ocupadas em atividade frenética. O telefone toca a cada 5 minutos. Carregar, mover coisas. Uma dorzinha aqui outra ali. O cérebro entra em estado de alerta nivel 3. Do lado de fora estou tranqüilo olhando o horizonte como numa ilustração do Normam Rockwell, dentro estou a 100 graus de ebulição. Os caixotes ainda estão lá, pesados, sólidos, imutáveis.
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Pensei no Noé, aquele sujeito que construiu uma 60 pés e encheu de bichos e saiu de banda no meio da chuva. Quem foi que avisou ele mesmo que ia dar merda? Como conseguiu juntar leão cabra e couve no mesmo conteiner? O mundo não era globalizado mas dizem que recebeu um mail dos céus assinado pelo proprio Deus... hum sei lá se eu recebesse um desses deletava pensando que era spam ou virus, mas ele acreditou, mesmo contra a opinião dos webmasters locais que diziam se tratar de um cavalo de troia que comeria vivo o HD do noé. E navegou por 40 dias e noites sem GPS. (Nas referencias que vi, o barco não tinha velas nem remos, suponho que tivesse um motor de centro movido a macacquinhos pedalantes) Não foi atacado pelos piratas do Caribe nem pelos da Somália, não desapareceu no triangulo das Bermudas nem foi parado pela guarda costeira que o tivesse confundido com algum traficante boliviano de lhamas. E chegou, num tal de Monte Ararat, onde abriu as portas do seu mega barco pros bichos descerem e fazerem xixi. Como o resto da humanidade havia se afogado, devo entender que somos todos descendentes dele, Ah o velho Noé, mal aportou em terra firme e lá vinha o 2012.
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Desmontamos o que construimos e agora temos que construir tudo de novo. ... é assim que se cresce?
Crescemos mesmo que não queiramos. (Resta saber se aprendemos).
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Esvaziei meu pensamento (alguns minutos dentro do meu cérebro). Agora sim posso escrever o texto do Blog das 30 pessoas, livre das eternas abobrinhas que povoam minha imaginação e falar algo útil. Aqui vai:
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Lendas da Internet: Cookies Neiman Marcus
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Neiman-Marcus em Dallas, Texas é uma loja de departamentos muito exclusiva e cara nos Estados Unidos. Uma senhora foi ao restaurante desta loja e no final do almoço pediu a sobremesa. A sobremesa, "Neiman-marcus cookie", estava deliciosa e ela perguntou se o restaurante lhe daria a receita. "Não. Não podemos dar a receita. Mas podemos vendê-la!", responde o garçom. "Qual o preço?", perguntou a senhora. "Two fifty". "OK, ponha na conta." A conta é paga com cartão. Dias depois, ao receber o extrato do cartão, ela tomou um mega susto: o restaurante havia cobrado 250 dólares pela receita. Uma fortuna, um absurdo. Insatisfeita, ela foi até o restaurante e reclamou. Sem sucesso.
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Mesmo contrariada, ela pagou a conta. Para não dormir na pia remoendo o acontecido ela resolveu se vingar do restaurante distribuindo entre os conhecidos uma mensagem contando o incidente e distribuindo a receita. Logo abaixo está a receita pela qual ela pagou U$ 250.

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Ingredientes:
2 xícaras de manteiga
4 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de bicarbonato de sódio
2 xícaras de açúcar
5 xícaras de aveia liquidificada (meça a aveia e depois liquidifique até convertê-la em pó)
24 onças (800 gramas) de raspas de chocolate
2 xícaras de açúcar mascavo
1 colher de sal
1 barra de chocolate de 8 onças (264 gramas) (ralada)
4 ovos
2 colheres de fermento em pó
2 colheres de baunilha
3 xícaras de nozes trituradas (se assim o desejar)
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Preparo:
Bata a manteiga com os dois açúcares até formar um creme.
Adicione os ovos e a baunilha.
Misture com a farinha, a aveia, o sal, o pó de fermento e o bicarbonato.
Agregue as raspas de chocolate, a barra ralada de chocolate e as nozes.
Faça pequenas bolinhas (do tamanho de uma moeda de 50 centavos ligeiramente comprimida.
Elas se expandirão no forno tomando a forma de bolachas) e coloque numa forma separadas 5 cm umas das outras.
Mantenha no forno a 375 graus por 10 minutos.
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Testei. Ficou tão bom que não sobrou nenhum.
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PS.: Desculpe ter postado tão cedo mas é que alem da diferença de fuso horário ainda tenho que juntar os bichos...
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