domingo, 20 de dezembro de 2009

A hora da Estrela

Sexta feira estava me sentindo bem sem motivos aparentes. Nada especial havia acontecido ou estava por acontecer, eu apenas estava me sentindo bem, leve, com vontade de viver e ansioso por ver alguns amigos, beber um pouco, jogar conversa fora. Parece tolo eu escrever isso, mas acontece que raramente tenho me sentido bem assim, satisfeito comigo mesmo... por isso achei importante destacar esse sentimento inesperado.

Encontrei alguns amigos e bebemos, conversamos, rimos.

Na volta para casa, umas três horas da madrugada, eu ainda me sentia bem, mas agora potencializado pelo bem estar da leve embriagues e de uma música boa que dava loopings na minha cabeça. Antes de entrar em casa resolvi olhar para o céu, eu sentia que poderia ver Deus se olhasse naquele momento.

Silêncio.

Percebi que há muito tempo eu não parava para contemplar o céu. As poucas estrelas que habitam o céu de São Paulo estavam lá, se esforçando para nos dar um pouco de seu brilho através da fumaça e de toda a luz da cidade, constelações a distâncias que mal podemos compreender... gigantes que, por algum motivo milagroso, emitem sua própria luz, fazendo um espetáculo celestial sobre nossas cabeças, de graça, para sempre.

Pensei, "Esse é a razão de eu existir, estar vivo e ser consciente: contemplar estrelas".

De repente as estrelas pareceram tão impossíveis para mim. Como mitos e folclores, habitantes de contos de fadas e histórias fantasiosas, não da realidade a que eu pertenço. Estrelas brilhando no céu... devo estar enlouquecendo. Se elas existissem, certamente as pessoas as notariam.