quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

do caderno das memórias inventadas.

ela acordou desejando de um jeito mais forte hoje.
queria a felicidade e pronto.
pôs-se a pensar nos acontecimentos da vida. mas suas memórias eram as mesmas de sempre, as memórias da menina melancólica. usou música prá retomá-las. nada. usou cores. não. pelo querer demais começou a imaginar desfechos diferentes, curvas prá lá, curvas prá cá... e foi ficando bom assim. mas como fazer prá gravar essas memórias inventadas bem gravadas, bem fincadas, lá no fundo? isso não dava, mas ela fez que sim. e comprou um caderno. todo dia de manhã iria escrever ali uma memória inventada do jeitinho dela. quer dizer, do jeitinho que não era dela. prá ser mais feliz. e ficou feliz assim. hoje.
ah! começou com um balão e uma lebre.