segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O passado, o futuro, o neutro, o hoje

É que, se deixar, vivo nostalgicamente e, de tanto recordar-me, com agonia, de um passado excepcionalmente bom que não retornará jamais, aprendi que recordar o futuro é mais fácil, pois troco a amargura da saudade do que não volta pela esperança da saudade do que está por vir.

Mas por vezes minha nostalgia me escapa do controle e me toma toda. Ela se me escapa transfigurada em um indizível horror por me desfazer, por dizer adeus. Fim. Próximo.

Contudo, nestes dias atuais de leveza em que me encontro, vivo num estado de quase-neutralidade, não sabendo imprimir ao certo uma classificação ao que se sente e ao que se vive. Os dias, sentimentos, sensações, mostram-se a mim não como bons ou ruins. As coisas apenas... são.

Hoje é, por exemplo, o dia em que ultrapasso o ponto-médio da distância entre o vinte e o trinta. Assim. Sem lamento mas também sem contentamento. Apenas... sendo.

Será isso o que acabo de alcançar o equilíbrio?