terça-feira, 24 de maio de 2011

Água e sabão

Eu estava me perguntando como começar a escrever aqui. Hoje não é simplesmente o dia 24, é meu primeiro dia aqui nas fileiras do 30 pessoas. E faz tempo que não piso num blog. Se vocês ouvirem algum barulho estranho, peço que me desculpem. São as minhas dobradiças.
Há muitos anos, eu classifiquei os blogs de quem escrevia sobre a própria vida como “diários de princesa”. Essas pessoas só faziam contar do seu dia-a-dia, como se o simples fato de terem um blog as tornasse celebridades e uma legião de fãs surgisse da noite pro dia. Ok, hoje temos vários exemplos vivos disso, mas há dez anos eu juro que não era assim. E só estou contando isso porque neste exato momento me pego pensando no que vou escrever aqui. Como a Camila apontou aqui embaixo, o mundo não acabou e continuamos com as mesmas preocupações de antes.
Não quero realmente escrever sobre meus dias. Não que meus dias sejam muito emocionantes – tenho ido de casa pro trabalho e vice-versa -, mas porque, afinal de contas, é meu primeiro texto e as primeiras impressões não saem nem com muita água e sabão.
Foi então que me lembrei da minha última grande dúvida. Entendam: dúvidas nós temos a todo instante (eu fiquei de comprar pão? cadê minha camisa? quem era mesmo o terceiro goleiro em 94?) mas grandes dúvidas são aquelas a que você dedica mais tempo e esforço pra resolver. Não basta perguntar pra uma pessoa, é preciso fazer pesquisas na internet e depois ponderar sobre o assunto até convencer seu cérebro de que aquela é a ação mais coerente. E, bom, eu estava pensando em como lavar minha esponja de banho.
Claro, poucas pessoas devem ter se preocupado com isso e menos ainda já se importaram com minha esponja de banho, mas garanto que passei algum tempo pensando no assunto. Não que eu seja um sujeito imundo, mas até toalhas ficam sujas, e elas só são usadas depois que estamos limpos, ora. Sendo assim, esponjas precisam ser lavadas. A minha, em especial. Houve um final de semana em que estive fora e ela ficou embaixo do sabonete. Não sei qual foi a reação química em ação ali, só sei que na segunda-feira ela estava com um cheiro meio ruim. Frescura? Tá, talvez. Mas eu iria até o fim com aquilo.
Esfregar com o sabonete não deu muito certo, uma vez que essa tinha sido a causa do problema. Usar uma outra esponja então? Não fazia muito sentido. A internet traz várias receitas, como deixar em água quente por quinze minutos, secar ao sol e até jogar sal, mas isso era só pra ficar com aparência de novo. Mundinho fútil.
Admito, minhas grandes dúvidas nem sempre são questões fundamentais. E este não é um grande início de relacionamento, mas eu garanto que sou uma boa pessoa. Me deem uma chance, embora eu escreva "me deem" e fique com vontade de colocar o circunflexo de volta no "e". Vocês têm trinta dias para provarem. Se não gostarem eu não prometo a devolução de dinheiro algum.
A propósito, comprei outra esponja.