sexta-feira, 6 de maio de 2011

Respeito.

E aí pessoal do Blog 30 Pessoas? Bom, como eu tive que entrar correndo para o post desse primeiro mês, vou deixar aqui um texto meu bem recente, na verdade escrito ontem, porque não tive tempo de preparar algo especial. Pra quem não me conhece, sou cinéfilo dedicado e fã de música ao extremo. Especialmente música pop. E, como vocês já devem saber, ontem, sob a esperada chuva de críticas, saiu “Judas”, obra daquela que é, na minha humilde opinião, a grande artista pop do nosso século: Lady Gaga. Não me importo com as críticas. Só não gosto de julgamento precipitado. E é pra algumas dessas pessoas cheias de preconceitos que vai o texto abaixo. Veja bem, não é para todo mundo que não gosta de Gaga ou não gostou de “Judas”. É só pra certos argumentos. Se a carapuça servir… Façam bom proveito e até mês que vem. (:

Só é respeitado quem respeita. Eu não queria lavar a roupa suja nem aqui nem agora, mas foi você quem a sujou, e já é ruim o bastante que eu tenha que ser aquele que vai limpá-la. Então vai ser do meu jeito. Antes de qualquer coisa, deixe-me contar sobre mim mesmo um pouquinho: a coisa que eu mais desprezo nesse mundo cheio delas se chama preconceito. E não só comigo: tomo as dores dos outros, mesmo! Eu não me importo que você desaprove o comportamento de alguém, as escolhas de vida de alguém, mas liberdade acima de qualquer coisa. E por mais que você não concorde com alguém, esse alguém tem a mesmíssima liberdade de expressão que você, e o seu Deus (que é também o meu, lembre-se) deu a ele o mesmíssimo livre arbítrio.

E pode ser que não para você, que não as viver, mas pergunte por aí e você vai descobrir que toda forma de amor vale a pena, sim. O amor é algo belo demais para caber num livro de regras. Amor não se dita, não se prende, não se julga (por favor, ênfase no ‘não se julga’): amor se vive, se sente, e jamais se explica. Então não saia por aí dizendo o que é certo e o que é errado, o que é amor e o que não é. Você, em toda sua vida, assim como eu e qualquer outro ser humano, vai ter ou já teve a sorte de conhecer muitos tipos de amor, mas nem o boêmio mais sábio do mundo vai poder chegar perto de dizer “eu sei o que é”. Porque o amor é muitos em um. É um infinito dentro de outro, e mais outro, e mais outro… E quem é alguém para dizer que conhece o infinito?

Então, talvez seja isso que eu queira dizer: que fingir se conhecer e estar seguro de absolutamente tudo é uma enorme besteira. Eu às vezes me surpreendo com as linhas na palma da minha mão, que dirá com os recônditos do meu espírito. Não diga “sou forte”, porque isso te faz um fraco por não ter admitido a própria fraqueza. Ao contrário, brade com orgulho: “eu erro!”. Só se admitindo frágil você é capaz de encontrar alguma resistência as agruras do mundo. E deixe que ele atire suas pedras: antes um homem massacrado pela própria honestidado do que um sobrevivente mentiroso.

Eu lhe pergunto: quem queres ser? Seu (nosso) Deus, cuja língua não mentir nem quanto as próprias fraquezas, e acabou crucificado? Ou Judas, o mentiroso recompensado? Então pare, pense, veja, forme uma opinião, mas acima de qualquer coisa, respeite! Todo mundo tem direito a se expressar, inclusive você. Inclusive ela. E inclusive eu.

Lady-GaGa-Judas