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domingo, 22 de setembro de 2019

O amor é um ato revolucionário

"Eles precisam aprender que a mulher não voltará para a cozinha, o negro não voltará para a senzala e o homossexual não voltará para o armário", brada um Chico César, que desde o álbum "Estado de Poesia" vive o melhor momento de sua carreira, após cantar "Pedrada", uma das músicas mais políticas de novo álbum "O amor é um ato revolucionário", para um Sesc Pinheiros lotado e eufórico!

Nos tempos sombrios em que vivemos, ainda temos a arte para nos dar alento. 

Assim, apenas ouçam essa pequena jóia do cancioneiro deste paraibano genial que é Chico César! E fogo nos fascistas!




sábado, 21 de outubro de 2017

Uma singela homenagem aos blogueiros (e ex-blogueiros) dos 30 dias

Oi gente!

Tudo bem?

Antes de ouvir o programa mais abaixo, ouçam esse arquivo, por gentileza:



Pronto, agora podem ouvir!
Grande abraço à todos(as)!

domingo, 21 de junho de 2015

Audiopost nº 01! O primeiro! De muitos! Talvez...!

São quase três horas da manhã do dia 22.










Deveria ter saído nesse domingo, mas como fiquei o dia todo fora, e esqueci de programar o post, coloco aqui, já pedindo minhas sinceras desculpas!
Espero que curtam! Abraço!





Desculpa! Tinha esquecido o clipe!
É os sono!
Tá aê! Valeu!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Sobre algumas coisas e "Homens, mulheres e filhos"!

Quase três horas da manhã, resolvo entrar aqui no blog pra escrever meu texto, e eis que havia um que redigi em setembro e sei lá por quê programei pra hoje!

Falo de saudade nesse texto. Resolvi jogá-lo mais pra frente. Quem sabe um dia o use!

Mas decididamente, hoje não é dia dele!

Olá, pessoas!
Como foram de final de ano?
A virada e tudo o mais?

Comigo também tudo suave, obrigado por perguntar.
À medida que ficamos mais velhos, essas reuniões de FDA vão perdendo a magia.
Mas o que manda é que estamos aqui, iniciando mais um ano.

Queria ter falado pra vocês, no ano passado ainda, da rádio online que criei, a Rádio Blog Cast (e se não me engano, falei, não falei?). Mas devido à preguiça correria, parei de fazer.

O carro que era pra ter vindo no ano passado, também miou. Nunca fui de fazer projetos para o ano. O único que fiz, não vingou. Sempre fui adepto do "deixa acontecer naturalmente". Aaaah, amigos... Mas em 2015, ele há de vir! Bem como o trampo novo, com o qual conciliarei o de hoje.

Falado isso, quero comentar sobre um filme que baixei hoje via torrent (preferia alugar na operadora que assino e que me custa os olhos da cara, mas fui informado pela mesma que esses "on demand" ainda não estão disponíveis para a minha praça, sendo assim, f***-se).

Tava meio entediado, e resolvi acessar um site de filmes de minha confiança, pra ver se o mantenedor havia publicado algo de novo, interessante.

Daí, amiguinhos, esse trailer me saltou aos olhos:


Trata-se de "Homens, mulheres e filhos", mais uma daquelas obras escritas e que depois alguém tem a ideia de passar para a tela grande.

Sei não, mas acho que o livro rende mais que o filme.
O trailer vende muito bem o longa. Longa mesmo! Duas horas de muito assunto "educativo" até, podemos dizer assim, mas narrado e contado de uma maneira um tanto quanto devagar demais.

Nomes de peso como Adam Sandler, Jennifer Garner e até o carinha do "A culpa é das estrelas", Ansel Elgort, estão nele. Mas olha... 

Fala sobre relacionamentos humanos nessa era maluca de internet.
Os riscos, os perigos, os "descaminhos" que acabam acontecendo...

É bem legal a ideia. Mas confesso que o trailer criou uma expectativa beeeem grande em mim, e o resultado final, pelo menos para mim, não foi lá grande coisa. Nota 6/10.

Terminando o primeiro post do ano, quero parabenizá-lo por chegar até aqui!
É sabido que as pessoas fogem de textos grandes. Olham e pensam "capaz mesmo que vou ler uma coisa tão grande assim"!

Depois de um trailer maravilhoso (mais belo que o próprio filme), a galera do Linkin Park canta pra gente sobre a história de uma menina que não se encaixava bem nesses padrões de sociedade. Pelo menos é o quê sinto no clipe! Numb!


Excelente 2015 pra gente!
Nos falamos em fevereiro!


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Não ao tal.

No dia que celebra-se o nascimento e o amor, não há nada como a comemoração dentro de suas crenças. 

Não há nada como a paz de estar descalça, saia rodada, copo na mão e David Bowie no mais alto volume de seu rádio, cantando "...Makes no sense at all, Makes no sense to fall..." enquanto a sala vazia gira em torno de você. 

A leveza, o não cumprimento de regras, a vontade executada e a persistência do verso "...In search of new dreams..."

Se muitas coisas não fazem sentido na noite de Natal, elas fazem menos ainda quando "as the world falls down", portanto meu desejo de final de ano é: PERMITA-SE!


domingo, 9 de novembro de 2014

Sobre a dança

Sugestão: ler ouvindo "Só sei dançar com você" ou "Dancing with myself" versão Nouvelle Vague



Dois pra lá, dois pra cá... Rebola, sacoleja, mexe o quadril... Atenção: te dou a deixa, prepara o passinho... 


A dança é uma das expressões artísticas mais antigas. Nasceu associada às práticas mágicas, para pedir caça, sol, chuva ou agradecer aos deuses. Há culturas contemporâneas que ainda preservam o caráter religioso da dança. 
Também é um forte elemento de identidade cultural, ora valorizando tradições, ora se reinventando em movimentos muito interessantes.


A dança me faz sonhar, me faz sorrir, me faz feliz.
Esqueço dos problemas do dia-a-dia para me concentrar nos passos. Dançando eu vôo, sorrio, me divirto, suo, boto o corpo em movimento.
Na dança pode rolar ritmo, emoção, energia, papo, concentração, afeto, confidências, olhares, safadeza, pisão no pé, ou pode rolar nada além de um movimento confuso e descoordenado (neste último caso não precisa esperar terminar a música para mudar de par, né, por favor!).


E quando inventamos nossa própria dança? Ah, que delícia fechar os olhos, sentir a música e dançar como se ninguém estivesse vendo! Delícia também é dançar quando realmente ninguém está vendo; dançar sozinha, enquanto faxina a casa, por exemplo.


E você, gosta de dançar? qual seu ritmo preferido? Você já dançou sem música?

                                                               
                                                      "E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."
Nietzsche


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sobre a lua


Sugestão: Ler ouvindo "Lua, lua, lua, lua", na voz de Gal Costa

O satélite natural da Terra, aquela que influencia as marés e os cortes de cabelo, que inspira os poetas, a protetora dos amantes, morada de São Jorge e seu dragão, testemunha das mais lindas promessas de amor, que quase nunca se cumprirão.
Da astronomia à astrologia, da força das marés às mudanças de humor, da corrida espacial ao eclipse, a lua está sempre presente em nossas vidas.  
Ela povoa o imaginário popular e me afeta de uma forma tão grande, que sempre que vejo a lua cheia sinto um aconchego no peito difícil de explicar, uma sensação boa, que conforta, dá esperança, e antes que eu perceba, um sorriso já brota em meus lábios...
A noite passada ela me acompanhava enquanto eu caminhava de volta para casa, me observava enquanto eu a admirava, tão grande, tão branca, tão iluminada que eu só desejava parar qualquer desconhecido que cruzasse meu caminho apenas para dizer "você viu como a lua está linda hoje?". Mas, apesar da noite quente, o clima de São Paulo não é muito convidativo para qualquer interação despropositada do tipo. Tive receio de ouvir algo desagradável em troca, ou de receber um olhar recriminador, ou de desprezo, então permaneci em uma admiração solitária, lamentando pelos que não puderam desfrutar de tão bela companhia.



P.S: Lembro-me da última lua cheia que teve, estava na casa da minha mãe e fui para o quintal com ela e minha irmã para admirá-la e, de tão linda que estava, começamos a cantar para ela, cada qual, uma música diferente (ou mais, afinal, música com lua é o que não falta)... "tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua...", "tá vendo aquela lua que brilha lá no céu?", "tomo um banho de lua..", "o verme passeia na lua cheia..."; "a lua que brilha no céu sela o nosso amor"; "lua de São Jorge brilha nos altares..."; "ó lua de cosmos no céu estampada..."; "lua vai iluminar os pensamentos dela..." e por aí vai...

P.P.S.: Ontem a luazona tava lá no céu me acompanhando novamente e me desafiei a falar com alguem. Vi duas pessoas paradas numa esquina, uma mulher vendendo pamonha em um carrinho desses de empurrar e um homem conversando com ela. Me enchi de coragem e falei: "vocês viram como a lua está linda hoje?" A mulher me olhou de um jeito estranho (talvez tenha pensado por um instante como o Felipe, de que se tratava de um código secreto) e dai levantou a cabeça para o céu procurando a bonitona, o homem olhou pra cima logo que eu falei e ainda comentou, "tá bonita, é lua cheia!". Dai dei um sorriso e continuei o meu caminho com sensação de dever cumprido!
   

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Aooooow, Brasil!

Tô aqui na rádio, quando decido entrar no blog pra ver o post de hoje, e eis a surpresa:

MEU DEUS! JÁ É DIA 20!

Confesso que mês passado, quando fui lembrar do blog, já havia passado uma semana desde o dia 21.

Ainda bem que havia programado o post dias antes!

Talvez eu tenha esquecido por que, no dia 20 do mês passado, fui assaltado num dos trampos que tenho.
Coisa de filme mesmo.
Caras com toucas-ninja e tudo! Com armas e tudo o mais!
Com direito até a sermos (eu, outros funcionários e clientes) trancados no banheiro.

By the way, graças a Deus aqueles caras resolveram não nos machucar seriamente.
Ficou o susto mesmo.

Mas foi tenso pra caramba.

É a segunda vez pela qual passo por isso.
Queria nunca mais passar, mas sacuméquié o mundo, né?

Você sai pra trabalhar e deixa lá na casa uma mãe/esposa e/ou alguém ou ninguém te esperando e rezando para que você volte inteiro ao final do dia.

Assim caminha a humanidade.

Pra encerrar esse post que inaugura minha participação nesse corrente ano, comento que chego a achar "engraçado" quando políticos fazem e acontecem, nas piores situações possíveis, e ainda lançam sites para arrecadar grana pra pagar vossas respectivas multas.

CLARO: Cada um sabe o quê fazer com o próprio dinheiro!

Só quis comentar mesmo!

Não lembro se já postei essa música que deixo pra vocês curtirem hoje, aqui nesse blog.
E sinceramente, com a coragem que estou, não vou pesquisar.
Quem gosta, ouve de novo. Quem não, é só não dar o Play!

Dedico à todos(as) que, de certa maneira, se dão bem às custas dos outros.

Feliz ano novo!


sábado, 21 de setembro de 2013

Noite de rock, bebê!

Acabo de chegar em casa, após mais um dia de trampo.
No trabalho da noite, tenho a oportunidade de estar logado no Facebook e no Twitter, e estava acompanhando os trends.  

A grande maioria falava do evento da noite: Shows no Rock In Rio!

No momento no qual escrevo esse post, vejo no Multishow o show da banda Nickelback.
E daqui a pouco tem Bon Jovi!

Lembro que em 2011, o show que mais gostei no Rock In Rio foi do Coldplay, que cancelou um show que faria nesse ano aqui no Brasil.
Estava planejando ir com uma amiga nesse ano, porém, entretanto, todavia...

Fica pra uma próxima! Isso, se eles não acabarem antes disso!
Sim, porque o Chris Martin, vocalista e líder da banda, vive dizendo que o mundo não está mais precisando da música deles... Tenso...

Até porque sempre que passa um carro com o som no último volume, perto de mim, não é com um som de qualidade como o deles...

Deixo com vocês um vídeo com uma das músicas mais esperadas por mim, no show do Coldplay em 2011, no Rock in Rio, e um vídeo do cara que vai cantar nessa noite e, se eu estiver acordado assistirei!

Cansado pakas, como em todas as noites, by the way!

Um ótimo fim de setembro pra gente!
Nos falamos em 21 de Outubro! 


sexta-feira, 22 de março de 2013

Jukebox


Clique em qualquer palavra deste post e o desfrutará mais plenamente
(in Manual do leitor de posts obscuros, 3ª edição)



sábado, 22 de dezembro de 2012

Sincretista

Vai no macumbeiro
Na adventista
Ora o dia inteiro
Quer virar papista

Saca dinheiro
Vira dizimista
Com seu carro esporte
Vai na Metodista

Final de semana
Silas Malafaia
Mas quando se encana
crê em deusa Maia

Vai pra mesquita
até de ressaca
Vira Hinduísta
E adora vaca

Sincretista, sincretista
Sincretista, sincretista
Sincretista...
No candomblé... 

Sincretista, sincretista
Sincretista, sincretista
Sincretista...
Vai onde quer! 

Sincretista, sincretista
Sincretista, sincretista
Sincretista...
Consulta o xamã... 

Sincretista, sincretista
Sincretista, sincretista
Sincretista...
Filha de Iansã!


***

Retrospectiva dos dias 22 em 2012

Sincretista

sábado, 22 de setembro de 2012

Aconteceu...

Os livros nos convenceram a atravessar a América e conhecer Machu Picchu, uma das sete maravilhas do mundo moderno... o que os livros esqueceram de nos contar é que a maior de todas as maravilhas já estaria ali, tão pertinho da gente... crescendo dentro da gente...

Os especialistas, sempre tão alarmantes, afirmaram que o mundo acabaria em 2012... mas no momento em que ouvi aquele coraçãozinho bater, estive certo do contrário! Ele estava só começando...

Muitos não acreditam em amor à primeira vista... Mas então o que será isso que sentimos? O que dizer deste amor que antecede e prescinde a qualquer visão?

Aconteceu...




Aconteceu quando a gente não esperava 
Aconteceu sem um sino pra tocar 
Aconteceu diferente das histórias 
Que os romances e a memória 
Têm costume de contar 
Aconteceu sem que o chão tivesse estrelas 
Aconteceu sem um raio de luar 
O nosso amor foi chegando de mansinho 
Se espalhou devagarinho 
Foi ficando até ficar 
Aconteceu sem que o mundo agradecesse 
Sem que rosas florescessem 
Sem um canto de louvor 
Aconteceu sem que houvesse nenhum drama 
Só o tempo fez a cama 
Como em todo grande amor
(Adriana Calcanhoto)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

"Doce anjo... Leia esta carta... Bem!"

Acordo.
Olho pro relógio.
Meu Deus! Tô atrasado!
Atrasado pra quê?!
Pra ir atrás da correria de todos os dias!

Que saudade dá da época na qual minha única preocupação era acordar cedo para assistir os desenhos matinais!

Tanta coisa muda, né?!

Não sei se é minha impressão, e nem sei se é só comigo, mas as últimas conversas que tenho tido, com pessoas face a face e também as pelo face (book) sempre envolvem recordações!

Nesse mundo multimídia digital, parece que a gente tem feito questão de lembrar das coisas que nem sempre são possíveis de serem encontradas nas mídias!

Tipo... Hoje em dia, é super simples encontrar aquela música que você tanto queria (pensando nisso, tô mudando o vídeo de hoje)! Lembra?!

Era tão gostoso ficar esperando tal música tocar, com a fita K-7 preparadinha lá no REC/PAUSE! E quando tocava... Quanta felicidade! 

Hoje em dia, 4Shared resolve quase todas as solicitações!

Mas então! Como ia dizendo... O quê eu ia dizendo?! "Devaneando"! Usando a arte do neologismo, quando não encontro as palavras certas para exprimir o que quero!

Hoje, é tudo correria! Minhas madrugadas tem passado tão depressa! As horas noturnas pareciam passar mais devagar...

Mas bem...

A música que você ouvirá a seguir (se teclar no "Play" do Player do Youtube), é aquela que durante aaaaaaaaaaaaanos eu quis pra mim!
Acho lindo, principalmente o instrumental dela, mais pro final! 
E quem disse que os fulanos e fulanas falavam o título dela, ao final de sua execução?!

E eis que numa das madrugadas que eu passava, há muito tempo atrás, papeando no MSN, numa rádio de São Paulo, toca a bendita!

Não perdi tempo! 
Como eu tinha o contato no Messenger, direto com o radialista, pedi o nome de quem cantava e o nome da música também!

Tratava-se de "Deborah", com Jon Anderson & Vangelis!
Hoje a tenho aqui, em MP3! 
E partilho com você, através desse vídeo que posto à seguir!

E deixa eu correr, pra não perder a hora!

sábado, 6 de agosto de 2011

O animal dentro de nós, deixe-o viver e morrer.

63333343Mês passado, em uma básica divagação sobre o tédio das minhas próprias férias, recebi alguns comentários no meu post aqui no blog sobre como ler o que eu escrevi esclarecia um pouco sobre a geração da qual faço parte. Lembro-me bem de terem dito: “seu universo não é o meu, e por isso gosto de te ler”. O mais curioso é que agora, de novo no dia 03, quando finalmente consegui a inspiração para elaborar meu texto para o blog, que deve ser publicado em três dias, é justamente esse assunto que me vem a cabeça. Sou uma pessoa muito inquieta, e muito analítica, e talvez nasça daí minha obsessão estranha por decifrar minha própria geração (e, no caminho, decifrar a mim mesmo). A título de mais um capítulo nessa viagem, acho que cabe aqui uma pequena história e uma observação retirada da discografia de uma das mais proeminentes artistas pop dos últimos anos e, talvez até, a dona da música que melhor defina esse meu objeto de observação.

Se você me perguntasse alguns meses atrás sobre Kesha Rose Sebert, conhecida pelo nome de palco Ke$ha, jamais ouviria esses elogios saindo da minha boca. A verdade é que eu tive um problema sério com a americana de 24 anos, uma mistura meio estranha de falta de sorte (meu caminho nunca cruzou com o do seu melhor single, “Animal”) e preconceito pelo simples fato da canção que a lançou no mercado, “Tik Tok”, ser um tipo de pop pouco digerível que colava o estilo de uma cantora francesa alternativa e ainda tinha a harmonia parecida com um hit de Kylie Minogue, de quem tenho sido fã há tempos. Acontece que, num desses casos raros e deliciosos de boas surpresas, ouvir a discografia de Ke$ha, composta por dois álbuns até agora (Animal e Cannibal), é tirar um raio-x curioso, de música bem composta e cantada, da minha geração. Sem colocar o envolvimento emocional de fã recém-formado, é inegável que canções como “Your Love Is My Drug”, “Hungover” e “C U Next Tuesday” tem muito mérito compositivo.

Mas enfim, propaganda feita, vamos ao que interessa. Agora de pouco, ouvindo de novo o setlist do Cannibal e pensando no show da cantora que ocorre no final de Setembro em São Paulo (e ao qual este que vos fala estará orgulhosamente presente, eu espero), uma interessante dicotomia posta lado a lado me fez pensar. Propositalmente (como eu aposto) ou não, a jornada do ouvinte por essa fatia do álbum vai da seguinte maneira. “The Harold Song”, a quinta faixa, é a típica canção do adolescente apaixonado por quem não deseja estar. É um sentimento platônico comum a qualquer geração, o de um namoro terminado ou de um que nunca foi, mas que em qualquer caso faz o refrão entoar, em seu final, um clichê e ressonante “eu daria tudo para não estar dormindo sozinho”. A noção de que o amor é doloroso é uma descoberta tipicamente jovem. E essa minha geração tende a deixá-la muito latente. A faixa seguinte é “Crazy Beautiful Life”, e uma rápida olhada nas letras de Ke$ha é o bastante para descobrir que se trata de uma chamada intensa, talvez um pouco exagerada, mas na verdade bem honesta, para o fato de que em meio a divertida e apaixonante vida que os mais velhos tendem a chamar de “vã” da nossa geração, a verdadeira luta ainda é por algo real e certo. Sem meias palavras, pelo amor. Ou pelo menos pelo que a gente ache que é o amor.

Isso é uma pílula pra começar a saber o quanto Ke$ha entende essa geração, e o quanto faz sentido para ela se apoiar nas músicas de uma garota que construiu para si uma imagem meio suja, um tipo de glamour sem intenção, animalesco. Nos moldes de Gaga, que surgiu antes dela, Ke$ha não quer ser a perfeita popstar das capas de revistas. Ela quer ser aquela que vai servir de apoio, de identificação, para uma geração que encontra tudo isso na música pop. E isso não é só reconfortante, mas é também muito bonito. Nada mais emocionante, afinal, do que ouvir alguém cantar “estou apaixonada pelo que somos, não pelo que deveríamos ser” enquanto o resto do mundo está tentando te fazer mudar.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Respeito.

E aí pessoal do Blog 30 Pessoas? Bom, como eu tive que entrar correndo para o post desse primeiro mês, vou deixar aqui um texto meu bem recente, na verdade escrito ontem, porque não tive tempo de preparar algo especial. Pra quem não me conhece, sou cinéfilo dedicado e fã de música ao extremo. Especialmente música pop. E, como vocês já devem saber, ontem, sob a esperada chuva de críticas, saiu “Judas”, obra daquela que é, na minha humilde opinião, a grande artista pop do nosso século: Lady Gaga. Não me importo com as críticas. Só não gosto de julgamento precipitado. E é pra algumas dessas pessoas cheias de preconceitos que vai o texto abaixo. Veja bem, não é para todo mundo que não gosta de Gaga ou não gostou de “Judas”. É só pra certos argumentos. Se a carapuça servir… Façam bom proveito e até mês que vem. (:

Só é respeitado quem respeita. Eu não queria lavar a roupa suja nem aqui nem agora, mas foi você quem a sujou, e já é ruim o bastante que eu tenha que ser aquele que vai limpá-la. Então vai ser do meu jeito. Antes de qualquer coisa, deixe-me contar sobre mim mesmo um pouquinho: a coisa que eu mais desprezo nesse mundo cheio delas se chama preconceito. E não só comigo: tomo as dores dos outros, mesmo! Eu não me importo que você desaprove o comportamento de alguém, as escolhas de vida de alguém, mas liberdade acima de qualquer coisa. E por mais que você não concorde com alguém, esse alguém tem a mesmíssima liberdade de expressão que você, e o seu Deus (que é também o meu, lembre-se) deu a ele o mesmíssimo livre arbítrio.

E pode ser que não para você, que não as viver, mas pergunte por aí e você vai descobrir que toda forma de amor vale a pena, sim. O amor é algo belo demais para caber num livro de regras. Amor não se dita, não se prende, não se julga (por favor, ênfase no ‘não se julga’): amor se vive, se sente, e jamais se explica. Então não saia por aí dizendo o que é certo e o que é errado, o que é amor e o que não é. Você, em toda sua vida, assim como eu e qualquer outro ser humano, vai ter ou já teve a sorte de conhecer muitos tipos de amor, mas nem o boêmio mais sábio do mundo vai poder chegar perto de dizer “eu sei o que é”. Porque o amor é muitos em um. É um infinito dentro de outro, e mais outro, e mais outro… E quem é alguém para dizer que conhece o infinito?

Então, talvez seja isso que eu queira dizer: que fingir se conhecer e estar seguro de absolutamente tudo é uma enorme besteira. Eu às vezes me surpreendo com as linhas na palma da minha mão, que dirá com os recônditos do meu espírito. Não diga “sou forte”, porque isso te faz um fraco por não ter admitido a própria fraqueza. Ao contrário, brade com orgulho: “eu erro!”. Só se admitindo frágil você é capaz de encontrar alguma resistência as agruras do mundo. E deixe que ele atire suas pedras: antes um homem massacrado pela própria honestidado do que um sobrevivente mentiroso.

Eu lhe pergunto: quem queres ser? Seu (nosso) Deus, cuja língua não mentir nem quanto as próprias fraquezas, e acabou crucificado? Ou Judas, o mentiroso recompensado? Então pare, pense, veja, forme uma opinião, mas acima de qualquer coisa, respeite! Todo mundo tem direito a se expressar, inclusive você. Inclusive ela. E inclusive eu.

Lady-GaGa-Judas