quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Adesivo da Família

A primeira vez que vi um desses adesivos da família, ou melhor, a primeira vez que entendi do que se tratava, achei loucura. Como alguém poderia se expor de tal forma? Parecia a minha mãe nos tempos do orkut. Chocada.

Pensava que era entregar o ouro nas mãos de assaltantes. Ei, por favor, sequestre meu filho. Ou no caso daqueles que é só uma mulherzinha: Por favor finja bater no meu carro e me estupre.Depois achei que era exagero meu. Law and Order SVU demais. Certeza. Bem que eu falava pra minha amiga Lorena, que adora, que aquilo não fazia bem pra alma.

O curioso foi ver depois esses adesivos em um episódio do Dexter, na temporada do Trinity, o serial killer que sequestrava menininhos. Um deles ele sequestra depois de colher informações nesses adesivos da família. Bem, eu não era tão insana assim. O risco existe. Pelo menos na minha cabeça e do roteirista do Dexter.

Depois a tia da banca de revista me disse que viu uma matéria na Ana Maria Braga, e meu pai também leu uma matéria do Estadão, disse que falavam que era um convite ao sequestro. Viu? Viu? Muito perigoso.

Adesivo vai, adesivo vem, até que já não achava tão arriscado assim. Eu moro em uma cidade no interior de Minas, acho que não temos muitos assassinos em série por aqui, não é mesmo? E é bonitinho, gosto da valorização da família quando muitos apontam o contrário.

Gosto de ficar no trânsito olhando aqueles bonequinhos e imaginando a vida daquelas pessoas. Gosto dos que tem a figura dos avós, acho fofo. E corajoso aquele com quatro filhos, hoje em dia, com o preço que está uma escola? E aquele casal mais sete cachorrinhos enfileirados? Espero que sejam da raça pinscher. Vejo a figura de uma mãe e duas crianças, esses aos montes, e fico pensando na separação. Será que as crianças sofreram? Crio toda uma novela ali, enquanto não abre o sinal.

Agora, o adesivo da família mais legal que eu vi foi esses dias no shopping. Achei tão bacana, tão peito aberto, que resolvi tirar uma foto pelo celular e publicar aqui. Não é bonito?