terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Quem não comunica?

Do mês passado pra cá aconteceu muita coisa. Sim, do mês passado. Ora, o mês só começa no dia 24. Não te avisaram? Pois bem. Começa. Mas enfim. Vamos em frente.

Do mês passado pra cá aconteceu muita coisa. Agora, mais verdade ainda é dizer que os últimos dias foram repletos de acontecimentos. Tivemos o caso do Adriano - o outro - que atirou na namorada, mas depois "descobrimos" que foi ela quem baleou a própria mão. Vimos o mundo inteiro mobilizado em frente aos computadores, esperando o resultado da aprovação ou não da SOPA e largamos os mouses aliviados quando descobrimos que tudo estava bem. Além disso, em questão de horas nós ficamos sabendo tudo sobre a vida da Luiza, que estava no Canadá, e o País inteiro realmente parou em torno de um assunto deveras desimportante e nos tornamos idiotas na visão do Carlos Nascimento. Que depois foi criticado, porque só estava com dor de cotovelo por não estar na Globo. E passamos por um estupro em rede nacional - quero dizer, eu não - que depois deixou de ser estupro. Posso não ter coberto todos os assuntos, mas comentei sobre alguns que foram muito presentes nos meus dias. 

E o que tiramos disso tudo? Que emburrecemos repentinamente e damos importância em demasia ao que não é relevante? Objeção, meritíssimos. O conceito de pão e circo existe desde a época em que Roma Antiga era nova. O que realmente chamou minha atenção é a velocidade cada vez maior com que os assuntos são modificados. É no livro 1984 que existe um ministério dedicado à alteração da informação, para que os poderosos não fossem desmentidos ou caíssem em contradição. Não é de hoje também que testemunhas, vítimas e infratores mudam seus depoimentos em troca de alguma coisa, mas a cara de pau com que isso acontece é alarmante, sim. Em alguns casos, parece que a imagem pública é o que realmente importa. Sim, algumas vezes nós somos beneficiados com isso, mas não é sempre assim. Obama não aceitou uma lei que iria torná-lo mundialmente impopular. O jogador de futebol e o sujeito do BBB poderiam ser presos, processados e afins. Um estava com as mãos ocupadas com o volante, o outro resolveu brochar e ambos são inocentados. Todo mundo viu, mas tudo bem. Não foi o que disseram.

Acho que escolhemos o momento errado para voltarmos a confiar na palavra dos outros.