sábado, 9 de junho de 2012

Seus olhos... uma obra-prima

Seus olhos verdes me encantavam mais e mais. Olhar para eles era tão profundo quanto ver o fundo do mar. Ser olhado por eles era mais denso do que um raio-x na alma. A cada dia você me conquistava mais e mais com seu sorriso silencioso. Um sorriso de canto. Um sorriso seguido do meu nome. Eu não gostava muito do meu nome, mas em sua boca, era a mais bela canção. Não gostava muito de mim, nem do meu corpo. Mas meu corpo no seu era como se eu tivesse sido elevado à categoria de obra-prima de Michelangelo. A beleza tinha nome, endereço. Penso por horas que o endereço dela era o seu nome, o seu corpo. No entanto, você insistia em me dizer, em me ensinar que tal beleza só existia por causa da junção dos nossos corpos, dos nossos beijos e desejos. E eu, aqui, sentado nessa cama. Duas horas da madrugada. Chorando silencioso. Chorando feliz. Agradecendo a alguém, lá em cima, por me ter dado você. Porque através de você, eu sou melhor a cada manhã. Te amo!