sábado, 15 de junho de 2013

O dia em que fui plagiada

É claro que eu iria escrever sobre isso, né?

Há uma semana atrás, soube pelo grupo no Facebook do Blog das 30 pessoas que tive um texto meu  indevidamente reproduzido em um blog aí. Com exceção do título, que foi alterado, o restante do texto foi inteiramente "controlcê-controlvêzado", sem crédito algum. 

No primeiro momento, não posso negar que me senti lisonjeada. Meio Clarice, meio Caio Fernando. Um texto meu foi considerado tão bom que alguém decidiu dizer que era dele. Massa! 

Mas acontece que o plágio é uma coisa feia. Muito feia. É como um furto, já que escrever não é (não deveria ser, pelo menos) uma coisa que brota do nada. A gente se esforça, pensa, esculpe, corrige, até que o produto final saia bonito - pelo menos aos nossos olhos. Então metade de mim ficou emputecida ao saber de um clone bastardo perdido pela rede.

Fiz meu dever de cidadã e denunciei a cópia indevida no Blogger, mas a revolta parou por aí. Eu tenho espelho em casa e não acabei de acordar de um coma. Eu sei que a internet é terra de ninguém. Foi muito bom, no entanto, me aproximar mais do pessoal do Blog das 30 pessoas. Muitos dos meus companheiros de escrita se demonstraram muito solícitos e indignados, o que fez eu me sentir amparada.

No final das contas, achei até legal ser plagiada. Mas isso foi só coisa de marinheira de primeira viagem, eu garanto. Tente me plagiar de novo e você verá do que sou capaz!