quarta-feira, 21 de agosto de 2013

De madrugada.

Já passava da uma da manhã quando Marcel, nosso protagonista, acordou em meio a escuridão.

Estava num desses hotéis, de centro de cidade, pequeno, mas aconchegante.
Num sobressalto, abriu os olhos e forçou sua audição, para tentar decifrar que música era aquela que tocava no rádio da atendente, que, pensava ele, estava a cochilar.

O dia havia sido agitado.
Procurava serviço, e havia encontrado aquela hospedagem para passar a noite. Mas sei lá...
Alguma coisa não encaixava.

Resolveu descer então para o primeiro andar, o térreo, na verdade.
A construção não permitia que crescesse tanto assim.

Ouviu risadas. 

A menina conversava alegremente com um vigia, que fazia rondas ali pelas ruas do bairro, e que naquela noite, resolvera espantar a solidão com a moça do Hotel.

Queria voltar a dormir, mas mesmo com sono, não conseguia.

Resolveu então pegar o laptop, e tentar compôr algo pro dia seguinte.
Infelizmente, seu bloqueio criativo, que estava atravessando nos últimos meses, não o deixou.

Passaram horas. A insônia chegou. Assim como o silêncio também, uma vez que o vigia há muito saíra para suas rondas, e a moça, que antes faladeira era, agora dormia um sono profundo, encostada junto a uma velha e pesada cadeira.

Ficou meditando um pouco ali, sobre as coisas que vinham acontecendo.
Coisas de que ouvira falar. Mas que não podia ter certeza se era mesmo verdade.
Tinha tomado a decisão de, que assim que amanhecesse o dia, começaria sua investigação na cidade à qual acabara de chegar.

Sm. O hotel fazia parte daquele mistério todo.
Mas isso é assunto pra uma outra hora.