sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Desleixo



Saiu do chuveiro e andou com os pés molhados pela casa até chegar ao telefone. Era engano!
A toalha molhada ficou jogada na cama, enquanto ele vestia a calça sem cueca.  As meias eram cada uma de uma cor e de um modelo. No pé direito a meia de lã, no pé esquerdo   a de algodão.

O leite derramou no fogão e ele enxugou com a banda do pão que tinha na mão. O copo sujo de suco de ontem, abrigava o café de hoje e as bolachas maizenas que o gato derrubou no chão, eram assopradas e comidas apressadamente.

Saiu de casa com pasta de dente num canto da boca e a camisa amarrotada sem os dois botões debaixo.  As remelas ele tirava com o auxílio da saliva, que também ajudava na arrumação do pouco cabelo.

Entrou no ônibus massacrando a todos com sua mochila cheia de zíperes, cheia de remendos, cheia de segredos....talvez. Pagou o cobrador e pegou o troco sem gratidão. Sentou na cadeira de idosos e ligou a tv do celular.

Subiu no elevador sozinho e aproveitou para soltar uns puns matinais. Limpou o tênis sujo de bosta de cachorro no tapetinho da recepção. Atravessou o escritório  e entrou  na sua sala de diretor.





É isso. É o que temos pra hoje. Acabei de fazer, estou no trabalho e hummmm foi legal escrever. Preciso fazer isso mais vezes. Tive outras ideias. Gostei. Quem  sabe eu não consigo colocar elas em prática, se não deixar para escrever em cima da hora de novo! :-P