segunda-feira, 29 de maio de 2017

acorda






Quando determinado tema ou assunto está demasiadamente cansativo na mídia seja pela diversidade de opiniões pautadas na história política e social do país ou mera opinião embasada em hipóteses ou achismos da vida, escolho a distância para refletir e fazer o exercício dos por quês.

Tanto se fala em “deixar o povo escolher/decidir”, que por aqui enquanto irrisória parte do povo vejo apenas esta opção de escolha ou decisão na forma de: refletir.

Nunca as palavras do Marx no livro 18 de brumário de Luís Bonaparte fizeram tanto sentido: “os homens fazem a sua própria história; contudo, não fazem de livre e espontânea vontade, pois não são eles quem escolhem as circunstâncias sob as quais é feita, mas estas lhes foram transmitidas assim como se encontram. A tradição de todas as gerações passadas é como um pesadelo que comprime o cérebro dos vivos.”


E refletindo ou na tentativa de, uma vez que todos os dias têm avalanche de notícias alinhadas a mais retrocesso, eu procuro fazer perguntas que são óbvias e outras que nem tanto.


Neste exercício tenho me perguntado constantemente por que o golpe institucional, jurídico e midiático ocorreu em maio de 2016 em plena “democracia” aparentemente consolidada no país?


A cada escândalo de corrupção na mídia vemos que o golpe é maior do que poderíamos imaginar seja com furo de reportagem com ou sem áudio.


Aliás alguém se pergunta por que justo a empresa Rede Globo ou O Globo responsável por ocultar todos os horrores da Ditadura Civil Militar e pleitear todos os presidenciáveis desde a redemocratização em 1988 foi à responsável por divulgar esse áudio?

Não existem repostas prontas ou peças de encaixar para montar o quebra-cabeça do golpe porque possui articulações para além do país.

O golpe rompe fronteiras afinal estamos no capitalismo e nenhum país pode agir isoladamente, caso contrário sofre o bloqueio econômico, tipo Cuba sabe.

Justo por isso  peças importantíssimas – Eduardo Cunha - estão blindadas pela justiça e mídia e empresários para manter a lei do silêncio.

A delação de Eduardo Cunha derrubaria além do Temer, o congresso e empresários acostumados a mandar e desmandar no país. Justo este pacote de articulações são os responsáveis em pleitear o pacote de reformas anti-trabalhadores sob a justificativa de que as reformas servem para estabilizar a economia que poucos usufruem seja com bem-estar social ou política pública de qualidade.


Imagino o quanto deve ser chato para não dizer vergonhoso para aqueles que foram as ruas no ano passado pedir o  impeachment/GOLPE da presidente e neste ano perceber que foram enganados pelo movimentos sociais de direita que prometiam varrer os corruptos e o mar de corrupção do país.


O movimento social da direita usou de nítida má-fé para eleger seus candidatos, proteger muitos políticos corruptos e ser uma espécie de espectro/sombra de empresários e mídia televisiva nos atos de 2015. Hoje é improvável que esses movimentos da direita convoquem manifestações tendo em vista o escândalo envolvendo o PMDB e PSDB e empresários.


Mesmo se ousarem ter essa cara de pau quem vai acreditar nos movimentos sociais golpistas da direita?

Aqui também cabe perguntar por que mesmo com impeachment/golpe concretizado não existe uma comemoração plena entre os agentes do golpe? O que ainda falta?

Não vou usar aqui de jargões e ofensas e ironias para que reconheçam os erros e o quanto a História e Filosofia fizeram falta nos anos de ensino (sei bem, pois o acesso mínimo ocorreu na faculdade) e isso independe da sua formação profissional.

Vemos que jogar a corrupção estrutural do Estado em apenas um partido é não se conhecer na política ou não questionar os acontecimentos políticos do seu país, o que nos torna enquanto coletivo muito vulnerável para enfrentar a forca.


E é sobre a forca que quero falar.
Porque estamos diante da forca ou indo ao encontro de.


Não temos mais tempo de discutir quem está com ou quem é dono da razão. As notícias sobre corrupção e escândalos na política revelam o golpe, bem como que as Reformas da Previdência, a Reforma Trabalhista e a Lei da Terceirização serão pleiteadas pelo Congresso independente do quadro político.


Noutras palavras, pouco importa se vai existir eleições diretas ou indiretas ou quem ocupará a presidência, as Reformas (Trabalhista, Previdência e Terceirização) é uma pauta política de empresários por meio do congresso.


Aliado a esta hipótese ou suspeita os movimentos sociais e sindicatos da esquerda pleiteiam a Eleições Diretas, cuja eleição possibilita o povo escolher o presidente ou mesmo reivindicar Eleições Gerais.


O principal argumento desta Frente Brasil Popular ou Povo Sem Medo (composta por partidos, sindicatos e movimentos sociais) é de que 85% da população escolhem ou desejam a Eleição Direta.


Cabe compartilhar neste momento outro exercício que pratico. O exercício da lealdade entre o que é o que pode ser ou mesmo o que se sonha. Lealdade não ocupa muito espaço e cabe em qualquer lugar e momento com qualquer pessoa, até por uma questão de lealdade a si.


Assim o argumento de que 85% da população reivindicam as Eleições Diretas não pode ser 100% validado, principalmente quando a informação parte de empresa – Folha de SP - que financia golpes.


Este argumento é questionável quando tivemos nas eleições de 2014 o número exponencial de abstenções 30.137.479 (21, 10%) e nulos 5.219.787 (4,63%) e brancos 1.921.819 (1,71%), vemos que mencionar 85% favorável para votar é falacioso.

No caso de dúvida podemos ver os números da cidade de SP nos quais o candidato eleito com 3.085.187 (53.29%) de votos, se comparado com abstenções 1.940.454 (21.84%), nulos 788.379 (11,35%) e brancos 367.471 (5.29%) revelam que nem todos consideram as eleições como solução para cidade e/ou país.

Aproveitando a citação sobre o dito cujo do prefeito da cidade de SP não sei se posso, mas quero avisar aos partidos de esquerda e/ou mídia de esquerda que agora usa o termo da direita em “personalidades” para nomear os globais que participam dos protestos, de que nesta época das eleições observei que mais se falava no oponente do que no candidato da esquerda.

Pelo que consta esta estratégia de marketing do oponente perdura e com pleno sucesso. Nota-se que a mídia de esquerda estampa e menciona o nome do oponente mais que qualquer outro, tanto é que disparou curiosidade sobre “omi” em terras improváveis ou seja nordeste.

Então, retira o excesso de ego esquerda em conseguir  likes, talvez possa ajudar a observar mais e quem sabe melhorar o cenário que não está favorável para ninguém.

Seguindo com o que importa, vemos que a esquerda escolheu a sua pauta: Eleições ou Diretas Já. Não vou aqui colocar os vários motivos pelos quais discordo até para reivindicar mais lealdade para que não caiam na esparrela de fazer o que fez os movimentos sociais golpistas da direita ao usar a boa fé das pessoas direcionando-as para o abismo social.

 Talvez pedir para a esquerda institucionalizada ser mais coerente com o que se fala e faz seja muito ou é melhor dizer que “a esquerda institucional nada mais é que uma direita envergonhada”.

A hipótese por aqui perdura na mesma de que as Reformas (Trabalhista, Previdência e Terceirização) são os reais motivos do impeachment/golpe no Brasil. Assim como restringir ao máximo o Estado de Bem-Estar e/ou direitos sociais  fazem parte do processo.

Contudo, não podemos acreditar que delegar para um ser humano/presidente a tarefa de resolver todas as questões sobre seja a solução.

O exercício de manifestar possibilita a compreensão de que sem pressão não existe direito social e trabalhista para trabalhadores. O espaço de todos na política está nitidamente compreendido sob a pressão popular de uma vida melhor, sempre e em todos os séculos.

Logo neste momento, não vejo outra ala senão da esquerda em minimamente pleitear infelizmente as eleições, mas sendo contra as reformas.

Acabar com a corrupção ou mar de lama no país nunca foi do interesse da Rede Globo, empresários e movimentos sociais golpistas da direita, caso contrário seriam os primeiros a convocar os atos.

Neste baleio de interesses e ebulições políticas o que cabe a cada um parece estar mais evidente: refletir qual bandeira levantar nas ruas.

E já que ocupar as ruas não é escolha, espero que a revolta e bandeira principal do povo nas ruas seja contra as Reformas a fim de esmagar e destruir a todas, sem dó nem piedade. Caso contrário, segue o próximo pescoço...


ps: fiquei sabendo ae que está rolando um projeto para criminalizar o funk. assim do nada, como se a perifa tivesse abarrotada de opções culturais sabe. o rincon já deu a linha: "o funk é filho do gueto, assuma"