domingo, 21 de outubro de 2012

Sobre o tempo que se foi, e que não volta nunca mais...

Pois é!
Tava aqui pensando com os meus botões, dias atrás, sobre o tempo do qual dispúnhamos na época em que éramos felizes e não sabíamos.

Tempo esse que é cada vez mais raro nos dias de hoje. Impressionante como isso colabora com a chatice nossa de cada dia, não?! Mas isso é assunto de daqui à pouco! 

Por ora, falemos da saudade dos brinquedos, dos amiguinhos da escola e algo mais!

Lembro que acordava todos os dias lá pelas 07:30, 08:00 da manhã (vai entender as crianças, né?) e ia direto para o portão de minha casa! 


Meu vizinho, o Duda, tinha um caminhãozão do Playmobill muito loko memo! 
Na verdade era um caminhão de bombeiros!
Eu tinha um fusquinha da puliça, pretinho, bonitinho, que ganhei não lembro de quem, vindo direto de Pariscida do Norte! Mas era meu xodó! 

Além dele, tinha também um chevete verdinho! Tudo de plástico! 
Àquela época, a internet engatinhava! Celular nem pensava em existir (e se pensava, obviamente eu não sabia disso) e as redes sociais eram compostas por pessoas de verdade, em círculos de amizade que incluíam o real aperto de mão, e não somente curtidas ou cutuques!

Como as coisas mudam...

Lembro que em 1.988, então na segunda série, minha turma foi transferida para o salão da igreja Menino Jesus (ainda não era Paróquia), porque na escola, não havia mais sala disponível, pelo número de crianças que estudariam na mesma sala. Meu bairro tinha apenas uma escola naquela época.

Lembro também que o primeiro registro de morte vem desse ano.
Nossa professora de educação física, Isabel, tão novinha, perdeu a vida num acidente de moto. 
A professora de Português chegou com os olhos marejados numa manhã gelada, e deu-nos a notícia.
Coisa estranha essa tal de morte...

Mas a vida seguiu. E chegamos aqui!

A parte do tempo que nos deixa chatos, começa agora!

Penso que as responsabilidades muitas vezes deixam as pessoas mais duras, sei lá!
Claro que a vida ensina a desconfiarmos até mesmo de nossa própria sombra! A medida que crescemos, perigos que não enfrentávamos na infância, vão surgindo também!

Olhando algumas fotos com carinhas felizes aqui no meu computador, antes de começar a redigir esse texto, enquanto procurava uma foto minha quando criança (aquela lá no alto, no início do post), pensava comigo "nossa! Que saudade desse sorriso que desapareceu..."

Tá certo! As coisas mudam, eu sei! A gente muda! Faz parte do processo!

Mas sempre gosto de dizer que somos crianças que crescemos! Acho que já escrevi isso num post aqui (ou teria sido no meu blog?). Não deveríamos perder a capacidade de sonhar e amar como criança!

Mas numa cabeça de adulto, isso parece uma utopia...

Tempo! Que falta ele faz!
Vamos nos transformando em robôs.
Na escola, ensinam o valor da amizade, do companheirismo e por aí vai.
Daí você cresce, a competitividade aumenta, começa a trabalhar, e os que lhe são caros, você vê sim!
Mas quase sempre nos finais de semana, porque no meio da mesma, você só tem tempo de ser o adulto no qual se tornou...

Ok. Sei que a vida é assim mesmo. Mas falar de infância causa isso em mim.
Agora mesmo, enquanto escrevo essa linha, entra pela janela um cheiro de gasolina queimada, proveniente do escapamento de algum caminhão, que me faz lembrar minha infância também.
A infância tem cheiro! Quando nas tardes de outono a lua começa a surgir no céu, os pássaros noturnos começam a piar, e a brisa traz o odor dos brejos que ainda existem em algum lugar longínquo...

Que saudade desse tempo que se foi... E que não volta nunca mais...

Agora deixa eu ir lá, ser adulto!
Mas sempre valorizando a criança que ainda existe em mim.
Isso não pode se perder! Não quero que isso se vá. Nunca.
Sou apenas um menino que cresceu!

E se algum amiguinho meu, da época da escola passar os olhos por esse post, agradeço por fazer parte dessa minha história! 

"Você já se sentiu tão perdido? Conhecia o caminho, e mesmo assim se perdeu...?"