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quinta-feira, 9 de julho de 2020

9 trocas sustentáveis

No mês passado, concluí um curso de extensão sobre Saúde Planetária. O curso me possibilitou ter conhecimento teórico de como as alterações no mundo natural causadas pelas atividades humanas estão mudando a terra, a atmosfera e os oceanos, e como estas mudanças acabam afetando significativamente a nossa saúde.
É um tópico urgente, que busca tratar a questão da sustentabilidade e da vida humana no planeta sob ótica cada vez mais integrativa, transdisciplinar e global.
Hoje quero comentar alguns aspectos, no âmbito individual, que tenho empregado em busca de gerar menor impacto ambiental e que me levaram a fazer o curso. Aproveito também para divulgar o "julho sem plástico", movimento para aumentar nossa conscientização sobre o problema do plástico (sobretudo o descartável), e colocar a mão na massa.
Assim, apresento a vocês nove trocas sustentáveis que fiz nos últimos anos. 

1) Absorvente descartável por coletor menstrual

Já começo com algo "polêmico". Mas a verdade é que, antes de recusar as sacolas plásticas no supermercado e de andar com minha caneca de fibra de coco na bolsa, já ouvia falar dos tantos benefícios de deixar os absorventes descartáveis pra lá e testar o famoso "copinho". Foi uma das melhores decisões da minha vida, e sempre que tenho a oportunidade incentivo as amigas a fazerem essa troca. Além de deixar de gerar todo esse lixo (que não é nem reciclável nem compostável), o coletor menstrual é muito mais confortável e econômico que os absorventes descartáveis, e me propiciou um conhecimento mais íntimo do meu corpo e minha menstruação.

2) Copos descartáveis por canecas reutilizáveis

Acredito que seja uma das primeiras coisas que pensamos quando o assunto é gerar menos lixo. Em casa uso copo de vidro, minha caneca favorita ou minha garrafa de inox. Quando saía (em uma saudosa época pré pandêmica), levava a garrafa de inox ou, quando queria levar algo menor e mais leve, uma caneca de fibra de coco.

3) Sacolas descartáveis por sacolas ecológicas reutilizáveis

Levo sacolas ecológicas sempre que vou ao mercado, feira ou comprar qualquer outra coisa. Apesar de ser poética a cena da sacola plástica dançando ao sabor do vento, no filme "Beleza Americana", as sacolas plásticas podem causar entupimentos nas passagens de água nos bueiros e córregos, contribuindo com a retenção de lixo e inundações. Também são responsáveis pela poluição dos mares e rios, e demoram cerca de 200 anos para se degradarem na natureza.

4) Filtro de papel por filtro de algodão para coar café

Diferente dos plásticos, o filtro de papel é compostável, então seu descarte não é um problema, por assim dizer, mas o quantos recursos são utilizados em sua produção e distribuição? E as embalagens? Quantos filtros de papel uma pessoa que toma café todo dia vai usar em um ano? O de pano é um só e dura até mais que isso. 
E nem entrarei no mérito de discutir as famigeradas cápsulas, dessas eu me recuso a falar! rs

5) Água engarrafada por água da torneira

A água da torneira é tratada e tão potável quanto a água engarrafada. E sem gerar lixo algum. Há também a opção de tomar água filtrada, para os mais desconfiados.

6) Amaciante de roupas por vinagre de álcool

Vi na internet a dica de usar vinagre na lavagem de toalhas, e hoje uso em todas as lavagens. Por mais que pareça que vai ficar com cheiro de vinagre, não fica. As roupas ficam limpas, macias e cheirosas. Deixa as roupas brancas mais claras, é biodegradável e atóxico.

7) Desperdício de alimentos por planejamento e aproveitamento integral dos alimentos

O planejamento é uma parte chatinha, mas é só não comprar mais do que precisa, congelar o que sobrar e utilizar as cascas, talos e raízes para fazer caldos. Eu congelo os caldos em forminhas de gelo, e quando vou cozinhar só acrescento os cubinhos de caldo de legumes (substituo aqueles ultraprocessados cheios de sódio e ingredientes cancerígenos).

8) Esponja de lavar louça por bucha vegetal 

Uma troca que penso no porquê demorei tanto para fazer... tão simples! Você já leu a embalagem da esponja de lavar louças, para saber do que é feita? Basicamente uma mistura de plásticos cuja reciclagem é muito difícil e pouco viável economicamente.  A bucha vegetal é uma planta. Vende na feira. O vendedor até me deu umas sementes, que plantei e as ramas já estão se espalhando pelo quintal.

9) Contas via correios por verões digitais

Por último, algo extremamente fácil, que nem tinha me atinado para esta troca. Apesar de já receber a maioria das minhas contas por e-mail, só solicitei no mês passado o recebimento da conta de luz pela internet. Infelizmente recebemos contas todos os meses, então pense na quantidade de lixo que deixa de ser gerada com uma troca tão banal.

* Bônus: Canudo de plástico por... Não usar canudo

Pra quê comprar canudo de bambu ou de inox, se eu posso encostar minha boca no copo e beber? Salvo casos de pessoas com limitações físicas ou neurológicas, acho o canudo totalmente dispensável.

E sempre dá para ir além

Quando se começa a pensar em sustentabilidade, é um mundo de trocas possíveis! Ainda quero fazer compostagem doméstica, produzir produtos de limpeza naturais e reduzir cada vez mais o consumo de carne, fazer uma hortinha... Este mês iniciei um curso de sustentabilidade em casa com a intenção de ter um estímulo para aplicar novas mudanças em minhas práticas diárias e aprender mais sobre o tema.

Agora eu gostaria de saber de você 

Já fez alguma dessas trocas? Fez alguma que não está listada? Qual vai fazer primeiro? Já tinha ouvido falar em Saúde Planetária?
Claro que não se trata de uma competição, mas de cada um fazendo o que é possível e praticável, dentro de sua realidade, visando um objetivo comum.

Vamos trocar!


Carolina feliz com sua bucha

domingo, 22 de dezembro de 2019

Melhores livros lidos em 2019

Quem me conhece um pouco, sabe que sou apaixonado por literatura e por livros. Quem me conhece um pouquinho mais, certamente saberá que também sou um esquisito admirador de listas. Assim, não posso deixar de juntar estas duas paixões e, pelo terceiro ano consecutivo, publicar minha lista de melhores leituras do ano. Nunca é demais repetir que não se trata de uma lista de livros publicados em 2019, mas de livros cuja leitura fiz neste ano coxinha que já está terminando.

Minha lista é bastante tendenciosa. Nos últimos 4 anos meus interesses têm se voltado bastante para literatura brasileira e hispano-americana contemporânea, de modo que isso se reflete aqui também. De tempos em tempos, é claro, também leio autores mais clássicos (e dois deles se fazem presentes aqui), mas preciso dizer que são minoria. Bom, mas vamos à lista (que não segue ordem alguma)!

A uruguaia e Uma noite com Sabrina Love, ambos de Pedro Mairal (Argentina) - Mairal tem um grande poder de nos fazer empatizar com seus personagens e seus dramas. Não dá pra largar seus livros depois que lemos a primeira linha. É uma prosa viciante, com diálogos e reflexões com os quais gostaríamos de participar, de falar junto, torcendo por seus personagens, seja o quarentão Lucas Pereyra, tentando resolver seus inúmeros problemas pessoais enquanto deambula pelas ruas de Montevidéu, seja o adolescente Daniel Montero, em sua saga para chegar a Buenos Aires para passar uma noite com Sabrina Love, a estrela do canal pornô que sorteou seu nome, entre milhares, como nos programas de auditório tão comuns nos países latino-americanos.

A vegetariana, de Han Kang (Coréia do Sul) - Baita livro, o primeiro de uma escritora sul-coreana que li na vida. A grande questão de A vegetariana é mostrar o quanto as pessoas se sentem no direito de intervir em escolhas individuais alheias (sobretudo se envolvem corpos femininos, sobretudo em sociedades conservadoras - assim, tipo a brasileira). O livro é dividido em 3 partes, cada qual com um narrador distinto, cada um com uma narrativa acerca do fato da protagonista ter se tornado vegetariana. A grande sacada do livro é que nenhuma dessas narradoras é a própria protagonista. Só sabemos o que falam dela, nunca o que ela fala de si própria.

Sombrio Ermo Turvo, de Verônica Stigger (Brasil) Este livro é uma aula de escrita em forma de contos. Nenhum deles passa perto de qualquer convencionalismo e sempre deixam o leitor com o disjuntor caído ao final. Mais um baita livro de Verônica Stigger!

O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Marquez (Colômbia) - Gabo é pra se ler em voz alta, sentindo o sabor de cada palavra. Este talvez seja seu livro mais poético, a história do amor obstinado de Florentino Ariza, que precisa esperar 50 anos para poder se declarar para Fermina Daza. Um grande tratado sobre o amor que, ao contrário de outros livros do gênero, não cai uma linha sequer em qualquer tipo de pieguice. 

Nocilla Experience, de Augustín Fernandez Mallo (Espanha) - Mallo se auto-declara representante de uma "literatura móvel" ou fluida. Em Nocilla Experience (que compõe com Nocilla Dream e Nocilla Lab uma trilogia) temos exatamente isso, trata-se de uma coleção de textos curtos, altamente povoados de ícones da cultura Pop - Nocilla nada mais é que a Nutella espanhola) que permitem uma leitura quando tomados isoladamente (quando vistos de perto, digamos, como quando nos aproximamos de um quadro) e uma outra leitura quando lidos em conjunto (quando vistos de longe).

Alguma Poesia, de Carlos Drummond de Andrade (Brasil) - Este ano resolvi parar de ler os poemas de Drummond no modo aleatório e lê-los de modo mais sistemático (não que seja ruim ler aleatoriamente, mas quis fazer essa experiência), lendo os 7 primeiros livros dele, de "Alguma Poesia" até "Fazendeiro do Ar". Poderia escolher qualquer um para estar aqui, mas escolho o primeiro, aquele que tem as bases da poesia de Drummond e que reúne os poemas que ouvi desde sempre, como "Poema de Sete Faces", "No meio do caminho", "Cidadezinha qualquer" e "Quadrilha".

O teatro da rotina, de Alex Xavier (Brasil) - Da nova safra de ótimos escritores brasileiros, Alex Xavier tem um repertório infinito de procedimentos narrativos em seus contos, onde consegue extrair o fantástico de situações mais rotineiras. 

Bonsai A vida secreta das árvores, de Alejandro Zambra (Chile) - Os dois primeiros livros de Zambra já tiveram edições separadas pela Cosac e agora aparecem em edição única pela Tusquets. Além de ambos terem a figura de árvores como referência, também tratam igualmente de desencontros amorosos. Além disso, os dois livros são narrativas curtas, de linguagem muito potente, que vale por si só. A primeira passagem de "Bonsai" já nos diz que a literatura de Zambra busca muito mais uma linguagem do que um grande tema: "No final ela morre e ele fica sozinho, ainda que na verdade ele já tivesse ficado sozinho muitos anos antes da morte dela, de Emilia. Digamos que ela se chama ou se chamava Emilia e que ele se chama, se chamava e continua se chamando Julio. Julio e Emilia. No final, Emilia morre e Julio não morre. O resto é literatura".

E você, quais foram seus livros favoritos de 2019? Cite aí nos comentários (nem precisa dizer o motivo...rs).

sábado, 22 de dezembro de 2018

Melhores livros lidos em 2018

Eis minha lista de 10 melhores livros lidos (e não necessariamente escritos) em 2018, com toda a injustiça que uma lista como essa pode gerar. Reparo que não consigo disfarçar minha tietagem aos autores latino-americanos contemporâneos. A ordem em que eles aparecem representa a ordem em que foram lidos e só. Podem ler sem medo cada um deles. Eu garanto! (aos mais chegados, tenho quase todos para empréstimo :))

Festa no covil, de Juan Pablo Villalobos (México) – um romance muito breve, de linguagem leve, narrado sob o ponto de vista de um garoto curioso, que é filho de um poderoso narcotraficante, e que vive este mundo sombrio de uma maneira muito sua, tentando entender o misterioso mundo em que vive o pai, com toda imaginação que só uma mente infantil pode ter. 

Deixa comigo, de Mário Levrero (Uruguai) - Um livro sobre um escritor em apuros financeiros (que familiar...) que recebe a missão de viajar pelo interior do Uruguai em busca de um tal de Juan Pérez, que enviara dias antes, sem endereço de remetente, o manuscrito de um romance genial a uma editora. Delicioso!

Como me tornei freira e La mendiga, de César Aira (Argentina) – César Aira não tem compromisso algum com o verossímil, com a realidade. Você pode esperar tudo deste que é um dos autores mais inventivos da literatura argentina contemporânea (cuja vastíssima obra está, pouco a pouco, chegando no Brasil). 

Poemas, de Wislawa Szymborska (Polônia) – Poesia pra ser boa não precisa ser hermética. Passando por temas pesados como a guerra, a vencedora do Nobel consegue nos atingir fundo, com temas pesados como a guerra e o exílio, mas de forma leve, que consegue sensibilizar até mesmo os leitores menos familiarizados com a linguagem poética.

Garotas Mortas, de Selva Almada (Argentina) – Um livro necessário sobre o feminicídio na Argentina. Um belo exemplo de jornalismo literário que busca investigar a morte de 3 mulheres argentinas durante os anos 80.

Múltipla Escolha, de Alejandro Zambra (Chile) - Um romance todo construído em forma de uma prova de múltipla escolha (baseada na Prova de aptidão Verbal, aplicada no Chile entre 1966 e 2002) e que consegue, nas entrelinhas, fazer uma crítica ácida ao horror da ditadura chilena. Estranho, sim. Incrível, também sim. 

Pássaros na boca, de Samantha Schweblin (Argentina) – São dezoito contos (absurdamente bem construídos) que começam com situações corriqueiras e que acabam ganhando ares de fantástico, na melhor tradição de Júlio Cortázar. Por mais absurdas que pareçam as situações narradas (uma menina que come pássaros, por exemplo) a gente lamentavelmente se reconhece em cada um deles. 

O pai da menina morta, de Tiago Ferro (Brasil) – Um pai que perde uma filha de 8 anos em decorrência das complicações de uma gripe. Este é o mote (tristemente real) deste livro em que Tiago Ferro torna seu luto público. Não se trata de uma narrativa tradicional, linear, mas uma coleção de fragmentos, que vão desde mensagens no Whattsapp até mergulhos na cabeça do médico que tentou salvar a menina em seus últimos momentos, o que torna tudo mais potente, mais real. Fazia muito tempo que eu não chorava lendo um livro.

O peso do pássaro morto, de Aline Bei (Brasil) – Parece poesia, tanto pelo lirismo, tanto pela disposição das
palavras
no papel
assim
bastante
experimental, 
como 
se 
as 


palavras


vo


       as


              s     e                    m


mas a autora diz que é romance. Suas escolhas narrativas tornam tudo bastante sutil, apesar do peso da história da protagonista, desde os 8 anos até sua morte, um romance de formação de uma mulher, mãe, sonhadora, humana.


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Como aumentar suas estrelas no Uber (5 dicas infalíveis ao passageiro)

Passei muito tempo de minha vida ubérica vivendo a confortável ilusão de que era apenas eu quem tinha o poder de avaliar o motorista. Até que descobri, fuçando despreocupadamente no aplicativo, que eu também, na função de passageiro, era avaliado com estrelinhas. E, para minha grande estupefação, sujeito cordato que sempre pensei que fosse, reparei que minha média estrelar não era a máxima possível, a constelação de 5 estrelas não estava completa, não superando a marca vexatória de 4.7. Fiquei por muito tempo cabisbaixo, preocupado pensando no que cargas d'água eu tinha feito para algum (algusn?!) uberistas não terem me dado a nota máxima. Numa tentativa de auto-engano, prática não qual tenho Phd, julguei que minha baixa popularidade com alguns motoristas (com os piores, é claro) está no fato de eu viajar muitas vezes acompanhado de uma menina de 5 anos, minha filha, pequena pessoa que tem o polêmico costume de massagear as costas dos motoristas com os pés, prática esta jamais solicitada pelo suposto beneficiário (e nem sempre contida com o rigor necessário pelo seu nem sempre atento pai). Assim, passei a formular algumas práticas simples, que com o tempo revelaram-se decisivas para o aumento de minha avaliação junto aos cada vez mais exigentes motoristas.

1. Previna-se

Ao andar com uma criança com incontinência nos pés, prefira calçá-la com sapatos mais confortáveis (confortáveis às costas, no caso) como sapatilhas de algodão ou pantufas. Jamais galochas. Se preciso for, deixe-a apenas com meias ou mesmo descalça durante a viagem. Considere ainda pedir o uber na conta de outra pessoa nestes casos, de preferência na de alguma que não dê a mesma importância que você para avaliações (não se esqueça de pagar a pessoa em momento oportuno).

2. Use a tática do adversário

Tenha sempre um saco de balas em mãos e ofereça ao motorista logo após entrar no veículo. Em caso de recusa, deixe algumas estocadas no compartimento ao lado do câmbio, para o caso dele querer mais tarde. Copos de água mineral, preferencialmente gelada, costumam agradar também.

3. O protagonismo não é seu: deixe o motorista brilhar!

Antes do motorista iniciar a corrida, pergunte se ele possui algum caminho de preferência (lembre-se sempre, o motorista sempre tem razão. É ele quem vai dar ou não suas tão sonhadas 5 estrelas. Jamais questione a opção escolhida por seu motorista). Caso não tenha, sugira que utilize algum aplicativo de navegação no trânsito (o Waze, por exemplo). Ofereça o seu, como garantia. 

4. Tome a iniciativa

A busca por uma nota maior também pode servir para atender a outras demandas suas, como a de conter a inevitável indiscrição dos motoristas. Como estratégia para os uberistas não perguntarem nada sobre minha vida pessoal (coisa que verdadeiramente detesto e faz com que eu me torne bastante antipático), eu tomo a iniciativa e pergunto eu sobre a deles. E o faço de forma frenética, contundente. É quase uma entrevista do William Bonner com o Fernando Haddad, simplesmente não deixo espaço pra eles falarem de outra coisa. E isso faz com que a gente ganhe intimidade (alguns se emocionam quando falam de si) e eu inevitavelmente termino com um abraço desejando boa sorte naquilo que eles estavam me contando (uma viagem, um novo emprego, uma reconciliação com o filho gay, essas coisas). São cinco estrelas garantidas.

5. Dê o exemplo

Termine a corrida sempre com a frase mágica antes de sair do carro: "Tenha um dia dia (tarde ou noite), Fulano. Estou dando 5 estrelinhas aqui pra você"). Daí não tem erro. É sucesso na certa!




segunda-feira, 22 de setembro de 2014

40 pequenos prazeres da vida

Felicidade se acha é em horinhas de descuido...
(Guimarães Rosa)

01. Cheirar página de livro novo.
02. Arrancar casquinha de ferida.
03. Estalar os dedos, um por um, enquanto se ouve aquele barulhinho.
04. Fazer bolas de sabão bem sucedidas.
05. Estourar plástico bolha.
06. Comer a cabeça de uma Tortuguita.
07. Raspar com uma moeda uma raspadinha.
08. Colar figurinhas num álbum.
09. Encontrar uma peça difícil num quebra-cabeças.
10. Soprar no canudinho e ver a água borbulhar no copo.
11. Acertar uma bolinha de papel em cheio no alvo.
12. Bocejar.
14. Surpreender alguém falando bem de você pelas costas.
15. Conseguir lembrar o nome de todos os 7 anões.
16. Descobrir que alguém gosta da mesma coisa estranha que você.
17. Receber o primeiro jato de água de um banho quente.
18. Arrotar depois de beber refrigerante.
19. Descobrir catupiri no meio da coxinha que você achava que era só de frango.
20. Completar uma página de cruzadinhas.
21. Fazer um trocadilho perfeito.
22. Achar dinheiro na rua.
23. Brincar com a vela quando falta luz.
24. Conseguir puxar uma salva de palmas.
25. Encontrar uma casinha de João de Barro.
26. Pisar descalço na areia.
27. Apertar massa de pão.
28. Ganhar alguma coisa num sorteio (qualquer coisa).
29. Cantar no chuveiro.
30. Encontrar lugar vazio no ônibus (ou isso deveria estar na lista dos "grandes prazeres"?).
31. Fazer bigode em fotos de revista.
32. Cantar "Faroeste Caboclo" inteira e sem errar (e aumentando a voz no "tem baguio bom aí").
33. Abrir presente.
34. Descer pela frente no busão porque o cobrador estava sem troco.
35. Dar-se conta de que é sábado e que o despertador está tocando por engano.
36. Fazer um strike.
37. Dormir com barulho de chuva.
38. Conseguir acertar qual vai ser o final de um filme.
39. Atirar pedra na água.
40. Ler listas alheias.

E você? Com quais itens desta lista você se identifica? Qual a sua lista de "pequenos prazeres da vida"? Compartilhe-a conosco nos comentários!